Internacional

Fukushima começa a ser esvaziada

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A Tepco (Tokyo Electric Power) iniciou ontem a operação de retirada do combustível radioativo usado nos reatores da usina nuclear de Fukushima, parcialmente destruída após um terremoto seguido de tsunami em 2011.

A previsão é que o processo dure um ano.

Em vídeo divulgado no site da Tepco, o presidente da empresa, Naomi Hirose, disse que “a operação é um importante passo para desativar Fukushima, o que deve levar de 30 a 40 anos”.

O primeiro passo da Tepco será a retirada de todo o combustível nuclear do reator 4, o menos afetado pelo vazamento de hidrogênio radioativo e que possui menor nível de radiação.

As pilhas, feitas de dióxido de urânio, serão transferidas das piscinas da usina para outro recipiente - um tonel de armazenagem seco.

Todo o processo será feito por um guindaste, instalado na piscina do reator, que é operado por controle remoto e fará a transferência. A operação será realizada embaixo d’água, para evitar que o urânio aqueça e transmita radiação ao exterior.

Os 1.533 feixes de combustível serão retirados em grupos de 22 e colocados nos contêineres. Cada vez que os tonéis ficarem cheios, serão removidos para uma outra piscina da usina, considerada mais segura.

A expectativa é que essa primeira etapa seja concluída até o final de 2014.

Os técnicos da operadora afirmam que a retirada é segura, embora haja preocupação com um vazamento radioativo.

O prédio foi parcialmente destruído durante o vazamento de hidrogênio após o terremoto e, devido a isso, parte do entulho caiu dentro da piscina do reator.

O temor é que alguma dessas peças possa cair dentro de um dos contêineres, o que pode gerar uma grave emissão radioativa.

Grupos antinucleares afirmam que a Tepco não está  devidamente preparada para a realização do procedimento e consideram a operação muito arriscada.

Sequência

Se essa primeira parte da operação for concluída com sucesso, será a vez de descartar a água da piscina do reator 4, que abriga resíduo radioativo suficiente para encher cerca de 160 piscinas olímpicas.

Em seguida, a Tepco terá de retirar as pilhas dos reatores 1 e 3, que se fundiram e liberaram muita radiação.

Comentários

Comentários