Tribuna do Leitor

Conselho de Pastores?


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Estamos no século 21, com grandes avanços científicos, buscamos uma evolução social, uma sociedade organizada para um bem comum, a ciência nos trouxe muitos entendimentos, nosso lugar na natureza, avanços tecnológicos que melhoram nosso meio de vida, a medicina avança, aquele obscurantismo do passado foi quebrado, podemos e devemos avançar para uma sociedade melhor planejada.

Observando tudo isso, entro no Projeto de Lei apresentado na Câmara Municipal de Bauru sobre um tema de saúde pública, superimportante para nossos jovens, algo que visa ajudar a melhorar a educação sexual no âmbito da prevenção a doenças, gravidez precoce, um debate há tempos feito dentro das pesquisas científicas, um projeto de grande interesse onde deveríamos estar ouvindo médicos, profissionais da área, tudo para lapidar da melhor forma tão interessante tema.

Agora, por que toda vez que tem um projeto desse tipo temos que dar ouvidos a gente que chega com livro da idade do bronze debaixo dos braços para pregar suas fantasia mitológicas? É sempre um atraso e um retrocesso ao conservadorismo, ao obscurantismo. Esse pessoal quer reprimir algo mais natural biologicamente falando de nossa espécie e de tantas outras - o sexo. Fecham os olhos para nossa natureza, e, o que é pior, não olham para o avanço de uma sociedade melhor organizada, estruturada numa política de bem-estar social, visando educar nossos jovens para algo que todos nós fazemos, gostamos e nos é tão prazeroso, querem deixar o mundo uma porcaria. Uma geração libertária lutou muito contra esse tipo de repressão, agora vem carolas querendo em pleno século 21 pregar virgindade, trocar os discos de rock por canções do pastor, não dá!

Absurdo também no item que diz respeito à divulgação do material pedagógico em que devem constar orientações de autoridades eclesiásticas, uma piada, devemos sim ouvir orientações de profissionais capacitados, médicos, psicólogos. Se quiser ouvir histórias fantasiosas, vou atrás de Monteiro Lobato, muito mais divertido e não tenta reprimir e ir contra a natureza de ninguém.

Marcos Paulo Rezende

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