Caro escriba Danilo Pedro Jovino (carta na Tribuna de 21/11/2013), li sua brilhante explanação sobre o preconceito, a condição social e a história da raça negra em nosso Brasil. Em que pese a hipocrisia, o preconceito velado, a soberba da elite dominante, o poder e a riqueza nas mãos de poucos, sua tese deve ser defendida e seguida, ainda mais pelo histórico dos negros desde o Descobrimento do Brasil, passando pela Escravidão, até os nossos conturbados dias de hoje. O pecado dos arrogantes e poderosos não atinge apenas a raça negra, mas a sociedade como um todo, "escravizando" a população mais pobre, discriminando, desprezando e desrespeitando os menos favorecidos, em atitudes preconceituosas, veladas ou não. A contribuição da cultura diversificada, dos costumes e tradições, da culinária, da música, enfim, de uma gama infinita de crenças e religiões que os escravos negros trouxeram consigo, só fizeram enriquecer o nosso país com uma mistura de tudo, mostrando ao mundo que o nosso povo é maravilhosamente miscigenado e tem tudo para ser feliz!
Da mesma forma, outras raças contribuíram para formar esta Terra de Todos, como japoneses, italianos, espanhóis, alemães, nossos descobridores, os portugueses que nos emprestaram a língua, libaneses... Não haveria a necessidade de se criar quaisquer Dia da Consciência disso ou daquilo. Simplesmente, se todos olhassem para o alto e não para seus umbigos, numa atitude coletivamente humanitária, unindo forças, trabalho, solidariedade, respeito e dedicação, chegaríamos próximos do Paraíso. Todavia, a imperfeição humana é traduzida em erros e pecados cometidos por quase todos os seres humanos. Assim sendo, há sim a necessidade da Raça Negra ser lembrada como a mais influente das etnias que completam a população brasileira. Ressalvo, porém, que o direito à vida, à dignidade, ao trabalho, ao estudo, ao lazer, ao reconhecimento humano, pertence a todos os brasileiros, indistintamente! Acordem, brasileiros, é tão fácil sermos felizes. Amemos e respeitemos nossos semelhantes, de qualquer cor, credo ou crença!
Fernando Lucilha Jr.