Pelo menos nove pessoas morreram e 49 ficaram feridas na cidade de Benghazi, na Líbia, em confrontos entre o Exército do país e o grupo radical islâmico Ansar al-Sharia, que lidera uma das milícias que controlava a cidade.
Segundo autoridades locais, os enfrentamentos começaram na madrugada desta segunda-feira (25), quando membros da entidade pararam um homem em uma rua rua e começaram a discutir. Em seguida, vários vizinhos saíram armados para enfrentar os membros do grupo salafista.
A briga terminou em um conflito entre moradores do bairro e os radicais islâmicos que, durante o confronto, dispararam contra uma patrulha do Exército. Diante do risco, os militares enviaram reforços ao bairro, o que ampliou o confronto.
Durante os enfrentamentos, uma clínica da Ansar al Sharia foi saqueada por homens armados. Outros membros do grupo salafista invadiram escritórios da administração local. Devido ao conflito, o governo líbio decretou situação de emergência e pediu que os moradores não saiam de casa.
O governo também chamou o Exército e milícias aliadas para garantir a segurança na cidade e evitar a chegada de mais militantes do grupo islâmico. Os ataques são causa da instabilidade no país desde a deposição do ditador Muammar Gaddafi, em outubro de 2011.
Benghazi é a cidade onde a revolta para derrubar Gaddafi começou e também um dos locais mais instáveis após sua queda. Em 2012, o embaixador dos EUA na Líbia, Christopher Stevens, foi morto dentro do consulado americano na cidade.