Esportes

Basquete: cinco contra 5 mil

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

O Paschoalotto/Bauru coloca à prova hoje, às 21h (de Brasília), sua invencibilidade na Liga Sul-Americana de Basquete. E se a equipe do técnico Guerrinha só conheceu bons resultados nos cinco jogos que fez até agora, não poderá tropeçar nesta noite contra o Aguada, que jogará diante da torcida no Palacio Peñarol em Montevidéu, pela semifinal da competição.

Não bastasse a qualidade técnica do adversário, que conta com o cestinha do certame, o ala/armador García Morales (média de 24,8 pontos/jogo), Bauru terá que superar ainda um verdadeiro clima de “Libertadores da América”. O Dragão atuou no Ginásio Panela de Pressão nas duas primeiras fases, o que ajudou muito a equipe a ser a única invicta da Sul-Americana.

Agora, vai jogar justamente na casa do Aguada. E a exemplo da etapa anterior, quando os uruguaios sediaram um grupo, a promessa é de lotação máxima, ou seja, cinco mil torcedores empurrando o atual campeão uruguaio rumo à decisão.

Apesar do clima adverso, o técnico Guerrinha entende que isso não vai prejudicar Bauru. “A equipe tem jogadores com qualidade para atuar fora de casa. Essa não é a principal dificuldade. Além disso, a arbitragem na Liga Sul-Americana melhorou muito nos últimos anos, são todos árbitros Fiba, então o fator casa não prevalece tanto”, explica o treinador. O Paschoalotto/Bauru viajou para Montevidéu anteontem, e ontem fez um treino no palco da partida desta noite.

4ª vez fora

Essa será a quarta competição do basquete bauruense fora do Brasil. A primeira vez foi em 2002, no antigo Campeonato Sul-Americano de Clubes, quando Bauru atuou em Valdívia (Chile) e ficou com a terceira colocação. Depois de dez anos, em março do ano passado, já no atual projeto, o então Itabom/Bauru participou do Torneio Interligas Brasil-Argentina, em Buenos Aires, mas não passou para a fase final.

Um mês depois, pela Liga das Américas 2012, após se classificar na etapa disputada na Panela de Pressão, o time foi a Cancun, no México, e também não conseguiu um bom resultado na segunda fase. Agora, o destino é Montevidéu, pelas finais da Liga Sul-Americana, após duas etapas em Bauru.

Em 2011, parte do elenco bauruense e o técnico Guerrinha também disputaram alguns jogos amistosos na China, após o encerramento da terceira edição do Novo Basquete Brasil (NBB). Em todas as ocasiões, Guerrinha era o treinador do Bauru.


Guerrinha garante: “Seria o título mais importante”

Se passar pelo Aguada hoje às noite, o Paschoalotto/Bauru vai garantir vaga em sua segunda final de campeonato em menos de dez dias – a equipe se classificou na semana passada para a final do Estadual, que começa na segunda-feira, dia 2, contra o Paulistano.

Se no atual projeto do Bauru Basket a final do Paulistão é a primeira atingida pela equipe, a cidade já teve dois importantes títulos na época do Tilibra/Copimax: o Campeonato Paulista, em 1999, e o Campeonato Brasileiro, em 2002, certamente a conquista mais expressiva do esporte bauruense no que diz respeito às modalidades coletivas.

Porém, duas vitórias em Montevidéu podem mudar esta história. “Seria o título mais importante para o basquete de Bauru até hoje. Todos os títulos têm sua importância. O nosso Regional (Paulista) é importante pela rivalidade e pela tradição, o Brasileiro, que hoje é o NBB nem se fale, mas a Liga Sul-Americana é uma competição internacional. Acima dela só a Liga das Américas e a Copa Intercontinental (Mundial de Clubes)”, destaca o técnico Guerrinha.

“Seria nosso título mais importante até hoje”. Das quatro equipes que estão na disputa em Montevidéu, a única que tem chances de ser campeã invicta da competição é Bauru.

 

Comentários

Comentários