Cultura

A nova ?missão? de Crô


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Divulgação

Sucesso do personagem de Marcelo Serrado é testado nas telas grandes

“Crô - o Filme” estreia hoje, nos cinemas, transportando mais um personagem de sucesso da televisão ao cinema -processo que tem se tornado frequente no Brasil. Bem-humorada, a trama do mordomo gay da novela “Fina Estampa” (Globo, 2011) é lançada já com a expectativa de atrair 300 mil espectadores só neste primeiro final de semana.

O dedicado mordomo da vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni), em “Fina Estampa” (Globo, 2011), volta como protagonista. Rico, após receber uma bolada de sua eterna rainha do Nilo, Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado), agora, procura uma nova musa a quem se dedicar.

Ao seu lado ainda estão o ranzinza Baltazar (Alexandre Nero) e a fofoqueira Marilda (Katia Moraes), que o auxiliam na nova missão. Carolina Ferraz é Vanuza, uma perversa empresária que escraviza seus funcionários. Ela entra na história como forte candidata ao cargo de nova patroa de Crô. A história ainda se volta para parte do passado do personagem. “Ele já nasceu gay”, ri Serrado.

Migração

“O Crô tem muito apelo com o público. Agrada a todas as classes sociais e é muito querido pelas crianças”, diz Bruno Barreto, diretor do longa, escrito pelo novelista Aguinaldo Silva.

De fato, o sucesso do protagonista na TV pode atrair bons resultados de bilheteria. “O filme deixa de ser um tiro no escuro”, afirma Iafa Britz, produtora de “Minha Mãe É uma Peça” (2013), longa bem-sucedido do comediante Paulo Gustavo. “Ele testou a Dona Hermínia durante sete anos, viajando com a peça que lançou a personagem. Pela resposta do público, já sabia as piadas que funcionariam no filme.”

Mas nem sempre popularidade é garantia de êxito no cinema. “Não tem jogo ganho. Mas pesquisamos e acreditamos que Crô será bem aceito”, aposta Bruno Wainer, diretor da distribuidora Downtown Filmes. Produtora de “Meu Passado me Condena - o Filme”, Mariza Leão observa: “TV e cinema usam linguagens diferentes. Se fizéssemos só uma colagem do programa seria um desastre”.


Desenho sobre futebol diverte

A animação argentina “Um Time Show de Bola” estreia hoje no Brasil – e em Bauru. Com direção de Juan José Campanella, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro com “O Segredo dos Seus Olhos”, em 2010, o filme narra a emocionante história do jovem Amadeo, que vive em um povoado pequeno e distante, onde trabalha em um bar e é o melhor jogador de pebolim.

Sua vida muda quando Colosso, um rapaz do interior que se tornou o melhor jogador de futebol do mundo, volta ao vilarejo para se vingar da única derrota que sofreu em sua vida. Amadeo tem o pebolim e o bar destruídos pelo vilão, mas, ao se sentir derrotado, descobre que os jogadores do seu pebolim falam.

Ele e os amigos então juntam forças para salvar o povoado e também a bela Laura, por quem o jovem é secretamente apaixonado. Durante essa jornada cheia de aventuras, o grupo se une e se transforma em um time de futebol de verdade. Na Argentina, o longa-metragem teve mais de 1 milhão de espectadores nos primeiros dez dias em cartaz.


Tom Hanks é destaque em ‘Capitão Phillips’

Não é segredo para ninguém que Capitão Phillips, que também estreia hoje em Bauru, tem tudo para ser o filme que dará o terceiro Oscar ao ator Tom Hanks, que no novo filme do britânico Paul Greengrass interpreta um capitão da marinha mercante que passa o diabo na mão de quatro piratas somalis – uma história verídica, ocorrida em abril de 2009 e foi recontada no livro Dever de Capitão, de Richard Phillips.

O que torna Capitão Phillips um filme hipnotizante não é apenas a força de uma eletrizante história real, ou a interpretação magnética de Tom Hanks – o mais notável ator do cinema norte-americano para encarnar um homem ao mesmo tempo incomum e igual a todos nós. É, especialmente, o delicado equilíbrio que o diretor Paul Greengrass infiltra nas nuances tanto do refém quanto de seus captores.

Um detalhe crucial para sustentar o interesse é a humanização dos vilões. Os quatro piratas somalis que sequestram um navio mercante e colocam seu capitão e tripulantes sob a mira de metralhadoras são alucinados, agressivos, como seria de se esperar – todos eles, aliás, interpretados com muita garra por atores não profissionais.

Mesmo sabendo-se o final da história real, Capitão Phillips não poupa emoções aos espectadores. Afinal, trata-se de 20 marinheiros desarmados e encurralados numa situação extrema, tendo diante de si homens imprevisíveis e sem nada a perder. A maior parte da conta, porém, é paga pelo capitão que, em parte da história, terá que virar-se sozinho com seus captores. É aí que Tom Hanks, vencedor do Oscar de melhor ator por Filadélfia (94) e Forrest Gump, O Contador de Histórias (95), mostra todos os recursos pra credenciar-se à terceira estatueta.

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