Regional

Prefeitura de Agudos assumirá o PS

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

As polêmicas denúncias de descaso e negligência médica no Pronto Atendimento (PA) de Agudos (13 quilômetros de Bauru) estão tomando novos rumos. Em uma reunião realizada ontem entre a Prefeitura e a Associação Hospitalar de Agudos (AHA) definiu que o município assumirá o PA em 60 dias.

Participaram do encontro o prefeito Everton Octaviani (PMDB), a secretária municipal de Saúde, Marli Aparecida Rondina Arantes; vereadores, os integrantes da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do PS: Adriano Delfino da Silva (PMDB), Glauco Batata (PMDB) e Omar Omero Cunha (PTN); o diretor provedor do Hospital de Agudos, Sérgio Abreu; parte do corpo clínico e alguns associados.

O prefeito Everton Octaviani (PMDB) explicou, em entrevista ao JC, que o encontro foi programado propositalmente, ou seja, com o objetivo direto de assumir o Pronto Atendimento do município, alvo de inúmeras críticas nos últimos meses.

“Realmente, a reunião tinha esse objetivo: assumir a gestão do PA. O convênio que nós temos com a associação, para manter o Pronto Atendimento estabelece que basta uma das partes informar com 60 dias de antecedência, e este prazo começou hoje (ontem). Agora nós teremos uma equipe da Secretaria de Saúde que fará essa transição”, explicou.

Como ficará?

A grande preocupação agora é: rompendo com a associação, como ficará o serviço? O prefeito garante que a população não será prejudicada. Por enquanto, o Pronto Atendimento continuará funcionando dentro do Hospital de Agudos, como já é de costume, atendendo uma média de 170 adultos e crianças.  Everton aponta que o principal ponto que motivou a decisão de “abraçar” o PA, foi a falta de médicos plantonistas, que não era possível controlar. “Como os médicos eram autônomos, não tínhamos como cobrar deles. Agora nós teremos condições de cobrar diretamente. Estamos estudando a possibilidade de termos uma fundação gestora, ou uma Organização Não-Governamental (ONG), ou ainda uma empresa privada, através de licitação. Vamos avaliar a questão jurídica e financeira. O importante é prestar atendimento melhor à população”.


CEI

Paralelamente a essa transição, os trabalhos da Comissão Especial de Inquérito (CEI) continuarão para investigar denúncias de irregularidades no Pronto Atendimento e na Associação Hospitalar de Agudos. As primeiras pessoas convocadas a depor deverão prestar seus depoimentos na próxima quinta e sexta-feira, na Câmara Municipal de Agudos.


Prós e contras

Everton Octaviani avalia a decisão como positiva, principalmente do ponto de vista financeiro. Ele justifica que, com o mesmo valor repassado à AHA atualmente, prestará um serviço de qualidade.  A Prefeitura repassava, mensalmente, entre R$ 430,00 e R$ 460 mil, além de cerca de R$ 250 mil que vinham via Sistema Único de Saúde (SUS). A verba era destinada aos medicamentos, manutenção e aos plantões médicos, por exemplo.

O diretor provedor da AHA, Sérgio Abreu, esclarece que o PA ficará no Hospital de Agudos até que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) seja concluída, em meados de 2014. “Nós achamos por bem fazer a transição a eles, então eles têm 60 dias para assumir. Depois com a UPA concluída, o Pronto Atendimento mudará para lá”, declarou Abreu.

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