Uma onça parda foi atropelada, nesta terça-feira (3), no quilômetro 336 da rodovia Marechal Rondon (SP-300), próximo ao chamado “trevo da Eny", em Bauru.
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Douglas Reis |
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Onça parda foi resgatada pelos bombeiros e veterinária do zoo de Bauru |
Segundo o Policiamento Rodoviário, por volta das 7h, os militares foram informados de que o animal estava ferido no canteiro central da rodovia. Equipes do Zoológico Municipal de Bauru e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para ajudar no resgate.
Durante a captura, a veterinária do zoológico, Maria Emília Bondini Santiago, aplicou sedativo na onça e, com o auxílio dos bombeiros, o animal foi colocado no interior de uma caixa.
De acordo com o diretor do Zoológico Municipal de Bauru, Luiz Pires, a onça parda, que está em fase adulta e é macho, foi encontrada com ferimentos graves em uma das patas e na boca.
“Encontramos o animal bastante ferido na pata, na boca e com hemorragia. Devido à grande perda de sangue, decidimos encaminhá-lo para o Hospital Veterinário da Unesp de Botucatu, onde poderá ser feito todos os procedimentos necessários”, afirmou.
O animal foi conduzido para Botucatu com o auxilio da PM Rodoviária e encaminhado ao Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas) da Unesp.
De acordo com o responsável pelo Cempas, professor Carlos Roberto Teixeira, a onça sofreu fratura no úmero da pata dianteira e apresentou um quadro de hemorragia devido ao impacto da colisão. "Nós estabilizamos a hemorragia e o quadro de saúde dela está estável. Nesta quarta-feira, às 14h, o animal passará por processo cirúrgico e o risco de morte é mínimo", afirmou.
Ainda de acordo com o professor, após a cirurgia, será avaliado se a onça ficará com alguma sequela. Se ela tiver uma boa recuperação, a Secretaria do Meio Ambiente será acionada e, provavelmente, ela será devolvida para seu habitat natural.
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Douglas Reis |
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O animal foi encontrado no canteiro central da rodovia Marechal Rondon, em Bauru |
Espécie
A onça parda é bastante comum na região de Bauru, já que um dos seus habitats é o cerrado. Ela tem hábitos diurnos de caça e vive cerca de 20 anos. Além disso, é o segundo maior felídeo neotropical, menor apenas que a onça-pintada. Pode chegar a atingir 1,08 m de comprimento e entre os felinos é um dos melhores saltadores.