1 ? Por que retomar a obra do elefantão branco no Centro, se hoje em dia toda cidade grande busca a retirada dos trilhos de seu interior e a remoção desses abriria espaço para novas vias, margeando os córregos. Quem sabe vias rápidas. Imagine se deslocar da FIB ou Vila Santista até a avenida Nuno de Assis em apenas dois minutos? De quebra, ainda poderia se projetar um parque entre o Jardim Bela Vista, a Falcão e o Centro - dando solução para mais um dos problemas da cidade: a falta de espaços verdes.
2 - Por que da escolha da apertada (pra não dizer ridícula e distante) estrada Bauru-Arealva para situar o novo aeroporto, sendo muito mais viável e aproveitável que tivesse optado pela Bauru-Jaú, nas proximidades do Hospital da Unimed, Aimorés e parque industrial, podendo gozar do fluxo das já estabelecidas e excelentes vias João Ribeiro de Barros, Bauru-Ipaussu e Marechal Rondon, propiciando ainda, através da Bauru-Jaú e sobretudo da ferrovia que ali passa, importantíssima esta última, uma interligação com a hidrovia do Tietê. Se tivesse sido esta a escolha poderia até se ver aí a oportunidade para forte desenvolvimento de entrepostos de armazenamento de mercadoria no entorno e instalação de indústrias de base (equipamentos, máquinas, siderúrgicas, metalúrgicas, petroquímicas, cimento, etc) ao longo da Bauru-Jaú, a se servirem e darem utilidade ao aeroporto e impulso à indústria em Bauru, deslocando ainda o eixo dessas atividades para fora da concentração urbana.
Conclusão: será que a municipalidade não pensa a cidade como um todo, e a longo prazo, nem a contextualiza dentro de um plano de interação e integração regional?
Oscar Luciano Gomes Neto, acadêmico de direito da ITE