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Dilma discursará em missa de Mandela


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Roberto Stuckert Filho/PR

Sarney, Lula, Dilma, Fernando Henrique Cardoso e Fernando Collor posaram para foto antes do embarque no Rio

A presidente Dilma Rousseff discursará, amanhã, em homenagem ao ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, durante o memorial do líder da luta antiapartheid, morto na semana passada, afirmou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

Além de Dilma, outros chefes de Estado - como o presidente os Estados Unidos, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro - prestarão tributos a Mandela, de acordo com programa oficial divulgado pelo governo da África do Sul.

Dilma embarcou ontem rumo ao país, acompanhada dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva para acompanhar os eventos do funeral de Mandela.

A cerimônia de homenagem ao líder sul-africano, que ocorrerá em um estádio de Johanesburgo localizado em Soweto, bairro que foi o epicentro da luta contra o regime de segregação racial, contará com a presença de dezenas de líderes mundiais.

O programa de tributos inclui ainda o discurso do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, de familiares de Mandela e do atual presidente sul-africano, Jacob Zuma.

Mandela, primeiro presidente negro da história sul-africana, morreu na quinta-feira, aos 95 anos, após longa batalha contra uma infecção pulmonar.    


Críticas a ex-presidente antes de embarcar

Em discurso lido diante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a presidente Dilma Rousseff, que disputará a reeleição no ano que vem, fez ontem duras críticas ao governo do tucano.

Ela exaltou as gestões petistas a partir da primeira eleição de Lula, em 2002, e comparou indicadores econômicos atuais com os de “uma década atrás”, referindo-se ao fim do mandato de FHC.

Dilma fez as críticas em seminário promovido pela fundação do ex-presidente americano Bill Clinton, em um hotel da zona sul do Rio. FHC estava sentado na primeira fila da plateia, a menos de três metros do púlpito.

“Por muitos e muitos anos, o Brasil foi pensado como um país pequeno, voltado apenas para os países desenvolvidos e dedicado apenas a uma parcela privilegiada de sua população”, disse Dilma.

Sem nominar o ex-presidente, ela comparou números de hoje com os de 2002, último ano do tucano no poder. Afirmou que a inflação caiu de 12,5% para 5,8% e que a dívida líquida recuou de 60,4% para 35% do PIB. “De país devedor, nós passamos à condição de país credor”, disse a presidente, repetindo uma expressão muito usada por Lula na campanha de 2010. FHC, convidado por Clinton, deixou o evento sem dar entrevistas. Ele já declarou preferência pelo tucano Aécio Neves para a eleição presidencial em 2014.

Depois do discurso, a presidente Dilma viajou para os funerais de Nelson Mandela, na África do Sul, em comitiva com os quatro ex-presidentes brasileiros: Lula, Fernando Henrique, Fernando Collor e José Sarney.

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