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Palmeiras: papo cabeça


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O presidente Paulo Nobre quer contar com o zagueiro Lúcio no elenco do Palmeiras em 2014 e para isso pretende ter uma conversa com o jogador antes de fechar negócio. A ideia do dirigente é repetir o que fez com o meia chileno Valdivia neste ano e tentar colocá-lo na linha para evitar futuras confusões.


A diretoria palmeirense ficou sabendo que um dos problemas de Lúcio no São Paulo foi a questão disciplinar. Primeiro ele discutiu com o técnico Ney Franco publicamente e depois internamente desrespeitou Paulo Autuori. Para Paulo Nobre, é possível contratar o experiente zagueiro sem que ele apronte no clube.


A tática do dirigente é tentar convencer o jogador de sua importância para o grupo, em postura semelhante a adotada com Valdivia e que os dirigentes entendem ter sido um sucesso, já que o meia passou a atuar mais vezes e se comportou melhor.


O zagueiro aguarda apenas que uma proposta oficial seja feita para se reunir com a diretoria do São Paulo e pedir o desligamento. O time tricolor aceita liberá-lo de graça, desde que o clube interessado fique responsável por 100% dos direitos federativos do jogador. Lúcio tem contrato até dezembro do ano que vem e, além do Palmeiras, existem sondagens de outros clubes brasileiros e de alguns do exterior.



Zagueiro fala


Afastado pela diretoria do São Paulo desde julho, o zagueiro Lúcio topou uma entrevista exclusiva com o Esporte Espetacular, que será exibida hoje, conforme divulgado ontem pelo Globoesporte.com.


Seis meses sem treinar com o elenco, ele diz como se sentiu. “Me sentia humilhado. Pensava: “Meu Deus, o que eu fiz de errado para merecer isso?”, disse. Lúcio contou que mantém contato com alguns amigos, como Ganso e Luis Fabiano. O presidente são-paulino Juvenal Juvêncio quer colocá-lo no mercado para ficar livre dos altos salários.


O zagueiro pentacampeão chegou ao clube paulista sem custos de rescisão de contrato. O problema é que o custo mensal do jogador é considerado muito alto pela diretoria tricolor: R$ 500 mil. Desse montante, o clube paga R$ 300 mil e um patrocinador arca com o restante, R$ 200 mil. “Vou ver se empresto ou vendo o Lúcio”, afirmou Juvenal em recente entrevista no CT do São Paulo.

 

Proposta por Bruno César e primeiro reforço

Com a aprovação do técnico Gilson Kleina, o Palmeiras formalizou uma proposta para contratar Bruno César, meia de 25 anos que pertence ao Al-Ahli, da Arábia Saudita. O meia tem contrato até 2016. Segundo o empresário do jogador, Marcos Casseb, o clube árabe está disposto a liberar o atleta, e o caminho mais viável é um empréstimo.


“As propostas estão chegando,  minha preferência é voltar ao Brasil. Mostrei para meus empresários que quero voltar. Vou escolher a melhor proposta, melhor clube e fechar – declarou ao o jogador ao Lancenet. Desde a última quarta-feira Bruno está em Americana (SP), onde vive sua família, para tratar de assuntos particulares, e espera por uma definição do seu futuro em breve. “Na próxima semana deve ter novidade para mim e já vai ficar bem claro. Quero definir o mais rápido possível, ver onde vou jogar e quando tenho de me apresentar.”


Ainda conforme o Lancenet, Bruno César não é o único meia por quem o Verdão conversa. Na semana passada, o gerente de futebol Omar Feitosa se reuniu com o agente de Lucas Lima na Academia de Futebol. O jogador estava emprestado ao Sport, pertence ao Internacional e está com 23 anos. É um nome bastante elogiado por Kleina.


Elano, do Grêmio, também é pauta de tratativas, mas seu alto salário trava o negócio. Destaque do Santos no Brasileiro, Cícero foi cogitado internamente, mas o alto salário (R$ 350 mil) não animou a diretoria palmeirense. Além disso, ele tem em mãos uma proposta do Shandong Luneng, da China.



Vilson longe


O Palmeiras pode perder Vilson, zagueiro titular no time do técnico Gilson Kleina e tido como uma das prioridades para 2014, ano do centenário. Clube, jogador e o empresário do atleta, Tiago Faria, não chegaram a um acordo, e a renovação está emperrada, conforme o Lancenet.


Na chegada do atleta ao clube em fevereiro, as partes acertaram para o fim do ano uma prorrogação do atual vínculo, que vence no fim de dezembro. Agora, porém, o Verdão ofereceu um contrato de produtividade, com redução salarial e bônus por metas alcançadas, seguindo modelo adotado pelo presidente Paulo Nobre na renovação de Gilson Kleina. A oferta não agradou ao agente do zagueiro, que diz ter sido procurado por outros clubes.

 

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