Malavolta Jr. |
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Filhote (à dir.) ao lado do pai, enquanto a mãe choca mais dois ovos ao fundo |
A equipe do Zoológico Municipal de Bauru teve muito que comemorar há exatamente um ano. É que, após 42 dias de incubação, compartilhados entre o pai e a mãe, nascia o primeiro filhote de pinguim em um Zoológico brasileiro. E a comemoração continua, já que o animal acaba de completar um ano.
Trata-se de um exemplar de pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), espécie que habita o sul da América do Sul (Antártida, Ilhas Malvinas, Patagônia, sul da Argentina e Chile).
É uma espécie bem emblemática, pois todos os anos realiza uma migração de mais de seis meses para fugir do intenso frio de seu ambiente natural.
Com isso, seguem correntes marítimas ao logo da costa brasileira, quando muitos deles, fracos, doentes ou contaminados por óleo de navios, acabam se perdendo dos grupos e, sem força para seguir as correntes marítimas, acabam sendo empurrados para as praias brasileiras, onde a maioria acaba morrendo.
Pensando em salvar algumas dessas aves, estudar seu comportamento e desenvolver métodos para a sua manutenção em cativeiro, o Zoo de Bauru desenvolveu, em 1989, um recinto especialmente adaptado para receber seu primeiro grupo de pinguins e, assim, trabalhar na busca do conhecimento necessário para garantir em cativeiro a sobrevivência de mais essa espécie.
Hoje o pinguim-de-magalhães é uma espécie que já caminha para uma situação preocupante em vida livre, pois o aumento cada vez maior do transporte marítimo representa um descarte também maior de óleo que, combinado com a diminuição dos recursos pesqueiros e a poluição provocada pelo lixo que chega aos mares, vem reduzindo rapidamente o tamanho das colônias.
Neste ano, o casal que gerou o primeiro filhote novamente já está incubando dois novos ovos e a equipe do Zoo aguarda com intensa expectativa a chegada de um novo filhote.
Segundo Luiz Pires, diretor do Zoo de Bauru, é comum a postura de dois ovos, mas geralmente nasce ou sobrevive somente um filhote.
