Internacional

Bachelet promete reformas no Chile

Folhapress
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A socialista Michelle Bachelet prometeu realizar grandes reformas tributárias e educacionais para atenuar as divisões sociais no Chile, após assegurar o retorno à Presidência por ampla maioria em votação no domingo. Bachelet teve cerca de 62% dos votos no segundo turno contra a conservadora Evelyn Matthei, da situação. Foi a mais expressiva votação de um candidato presidencial desde a restauração da democracia chilena, em 1990.

A médica socialista volta ao Palácio de La Moneda quatro anos após completar seu primeiro mandato.

“O Chile olhou para si, olhou seu caminho, sua história recente, suas feridas, seus feitos, suas tarefas pendentes, e este Chile decidiu que é hora de iniciar transformações profundas”, disse Bachelet a uma eufórica multidão de admiradores no domingo à noite, sob uma chuva de confetes.

“Não há dúvida: os lucros não podem ser o motor por trás da educação, porque a educação não é uma mercadoria, e porque os sonhos não são um bem de consumo”, afirmou. Geralmente, as boas escolas chilenas são pagas, e protestos estudantis - alguns violentos - pedindo uma mudança nessa situação contribuíram para reduzir a popularidade do presidente conservador Sebastián Piñera.

Bachelet disputou a eleição prometendo novas políticas sociais que combatam as desigualdades sociais, e propondo um aumento dos impostos empresariais para bancar esses planos.

Bachelet, deve dar menos prioridade às relações com os governos mais conservadores da América Latina e se aproximar mais do Brasil e de outros países mais à esquerda na região.

O Chile não deve fazer mudanças radicais sob Bachelet. O país terá que lidar com os desdobramentos da decisão da Corte Internacional de Justiça em Haia sobre uma disputa marítima com o vizinho Peru.

No entanto, não há indicação de que o país sairá da Aliança do Pacífico, um bloco comercial estimulado por Piñera, que também inclui México, Colômbia e Peru, países mais orientados para a economia de mercado.

A preocupação do lado de Bachelet é que o Chile construiu esses laços em detrimento das relações com governos mais à esquerda, especialmente o peso-pesado regional Brasil e a vizinha Argentina.

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