Esportes

Vôlei: desafio inicial

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Se engana quem pensa que o primeiro adversário do Preve/Concilig/Semel na temporada de 2014 serão os times da Superliga B. Na realidade, as meninas de Bauru terão um desafio antes mesmo de estrear, no dia 24 de janeiro: trata-se da bola que será utilizada na competição.

Até hoje, o clube bauruense disputou apenas competições estaduais, que usa bola da marca Penalty. Já a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) adota o material da Mikasa. E para debutar no cenário nacional, é hora de esquecer a bola do Paulista, que tantas alegrias trouxe a Bauru, inclusive o título da Divisão de Acesso, em novembro.

Agora, todos os treinos são com o modelo que será utilizado na Superliga B. “Temos que nos adaptar. Agora é treinar e se adaptar para cada jogo. Eu nunca tinha trabalhado dessa forma, com duas bolas diferentes, mas o fato da Federação Paulista e da CBV terem bolas diferentes faz com que a gente tenha que treinar com os dois materiais”, define o técnico Airton Nascimento.

“Por enquanto, os treinos serão só com a bola da Mikasa. Mas se a gente subir para a Superliga, vamos ter no segundo semestre a situação de jogar na mesma semana uma partida do Paulista, com bola da Penalty, e poucos dias depois um jogo da Superliga com bola Mikasa. Mas por ora, os treinos serão com a bola usada pela CBV (Mikasa)”, resume Nascimento.

O comandante do Preve/Concilig aponta algumas diferenças entre as duas bolas. “A bola da Mikasa parece ser mais leve no passe. Mas na hora do ataque, dá a impressão que é mais pesada, por enquanto a gente está se adaptando, até porque não estamos fazendo trabalho com salto. Isso só a partir de 3 de janeiro”, conclui.

Tiro curto

“(A Superliga B) É um campeonato que não tinha no feminino, e que foi criado em função do surgimento de novas equipes, inclusive a nossa. É um campeonato de tiro curto, são três triangulares, em três finais de semana seguidos, com os dois primeiros avançando. Então já temos que entrar bem”, destaca Nascimento.

O fato de jogar os dois primeiros triangulares fora de casa, em Cascavel e Leme, com a última etapa em Bauru, não é encarado como empecilho. “Temos que saber atuar longe de casa. E isso tem um aspecto positivo. Se a gente fizer uma boa campanha nas partidas em Cascavel e Leme, podemos chegar na Panela de Pressão brigando por um primeiro lugar”, exemplifica o treinador. “E temos que nos atentar que este é um campeonato com sets de 21 pontos, diferente do Paulista, em que os sets duram 25 pontos”, ressalta.

O elenco bauruense voltou aos treinos na semana passada, parando para o Natal e o Ano Novo, com retorno previsto no dia 3 de janeiro. A partir daí, os trabalhos serão ininterruptos até a estreia da Superliga B, no triangular que será disputado em Cascavel/PR.


Reforços

Após o acesso para a Divisão Especial do Campeonato Paulista, no mês passado, o diretor Adriano Pucinelli havia confirmado a contratação de três reforços: as ponteiras Iannaê (ex-Rio Claro) e Nayara (ex-Pinheiros) e a oposta Vivian (ex-Piracicaba). A ponteira Pully, de 27 anos, que estava em Araraquara, ainda não acertou com Bauru, mas já treinava ontem com o elenco no Ginásio da Luso.

Por outro lado, deixaram a equipe as ponteiras Helô e Nayara Felix – ambas foram jogar a Superliga por Araraquara. A levantadora Ana Laura é outra atleta que se desligou, após casar-se. Como terá apenas Luciana e Deka para a função, o técnico Airton Nascimento vai treinar a central Daiana como levantadora nas próximas semanas.

“É uma adaptação que vamos fazer. Ela tem o perfil para a função e tem qualidade para isso, vamos ver agora nos treinos em janeiro”, afirma o treinador.

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