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Conferência homenageia Egli Muniz

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação

As filhas Maura, Cristiane, Daniele e a neta Lis durante homenagem

A 9ª edição da Conferência Nacional de Assistência Social (CNAS) homenageou, neste ano, a professora e assistente social bauruense Egli Muniz, que morreu no ano passado.

As filhas dela – Maura, Cristiane e Daniele – e a netinha Lis foram a Brasília receber o troféu “Mérito CNAS”. O evento, realizado na última segunda-feira, contou com a presença da presidente Dilma Rousseff.

Cristiane Muniz contou que todas ficaram surpresas quando receberam a notícia da homenagem. “Foi uma homenagem muito linda, ficamos muito felizes com a premiação. Eles falaram muito da importância do trabalho da minha mãe na luta contra a pobreza do município e depois leram uma biografia que nós escrevemos”, disse a filha, emocionada.

Por e-mail, a filha Maura enviou a biografia com o texto de homenagem à mãe, que foi lido no evento.

“Na visão de amigos, conhecidos e íntimos, uma pessoa extremamente educada e delicada, mas cheia de dinamismo, força e determinação. Companheira e amiga para todas as horas, sempre procurando atender com preocupação os pedidos daqueles que a ela solicitavam auxilio, em qualquer esfera, pessoal, familiar ou profissional. Uma pessoa que fez história devido a paixão, amor e interesse que conduzia tudo que lhe era trazido. Esse traço, acreditamos, seja o mais marcante na personalidade de nossa mãe, o perfeccionismo com dedicação. Tudo o que fazia era bem feito, não deixando passar sequer um detalhe... tudo, desde a criação de suas filhas, o cuidado com a casa e o trabalho”, trazia um trecho da biografia.

O adeus

Conforme noticiado pelo JC, Egli Muniz morreu em junho do ano passado, aos 66 anos, ao se submeter a uma cirurgia por conta de complicações causadas por aneurismas diagnosticados no final de 2011. Ela já tinha se afastado de algumas atividades por conta de vertigens. Egli foi titular da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) na gestão Tuga Angerami.

Desde os 20 anos ela trabalhava com assistência social, profissão que escolheu para sua vida, já que o seu grande sonho era lutar contra a pobreza em Bauru.

Foi autora de vários projetos e estudos na área, lecionou na Instituição Toledo de Ensino (ITE) por mais de 40 anos e dava consultoria ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), autor de sua premiação.

A pesquisa de doutorado da assistente social, realizada em Portugal e Espanha, resultou em um livro.

Aceituno Jr.

Ela foi uma das mais importantes profissionais da promoção social

 

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