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A taxa média de juros cobrada do consumidor subiu pelo sexto mês consecutivo, chegando a 38,5% ao ano em novembro, informou ontem o Banco Central (BC). É o maior patamar desde abril do ano passado (veja quadro).
Apesar do ciclo de alta no custo dos empréstimos, a inadimplência do consumidor seguiu em queda e fechou o mês passado em 6,7%, menor desde maio e 2011.
As taxas referem-se ao crédito concedido a pessoas físicas com os chamados recursos livres, que excluem o crédito habitacional, rural e o concedido pelo BNDES.
A alta dos juros em novembro para este segmento foi menor do que a registrada nos meses anteriores, apenas 0,1% em relação a outubro. Já para as empresas, o aumento foi mais expressivo, de 0,6%, o que levou a taxa para 21,4%, também o maior desde abril de 2012.
Com isso, a taxa média total com recursos livres chegou a 29,3%, alta de 3% frente a outubro.
No segmento de recursos direcionados, o juro total permaneceu estável em 7,4% ao ano e a inadimplência se manteve em 1%.
A taxa de calote consolidada do sistema financeiro, que considera a inadimplência em todos os segmentos, alcançou 3,1% - o menor patamar da série histórica, iniciada em março de 2011.
O estoque total de empréstimos chegou a R$ 2,6 trilhões em novembro, aumento de 1,5% em novembro. O crédito com recursos direcionados segue com expansão mais acelerada. No mês passado, subiu 2,1%, acumulando alta de 24,4% em doze meses.
