No dia em que foi sancionada a Lei que visa reestruturar os desmanches em todo o Estado, a Operação Desmanche foi deflagrada pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (2). Cento e cinquenta policiais civis, que respondem ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior de São Paulo (Deinter-4) estiveram mobilizados nesta ação nas cidades de Bauru, Jaú, Ourinhos, Assis, Lins e Tupã.
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Arquivo/João Rosan |
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Diretor do Deinter-4 frisou que, com a nova lei, as ações serão intensificadas |
Foram vistoriados 69 desmanches, o que resultou na apreensão de 13 veículos e 20 peças com irregularidades, porém nenhum produto de furto foi encontrado.
Segundo o Diretor do Deinter-4, Benedito Valencise, o objetivo foi promover uma ação mais intensiva para dar suporte à nova Lei dos Desmanches.
Nenhum estabelecimento foi autuado. Como as apreensões correspondiam a irregularidades administrativas, a Polícia Civil vai comunicar a Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), que irá tomar as medidas necessárias em relação às apreensões.
Sancionada nova lei
A lei foi sancionada nesta quinta-feira, dia 2, pelo governador Geraldo Alckmin e visa disciplinar o funcionamento dos desmanches no Estado de São Paulo.
De acordo coma nova legislação, os desmanches terão de manter cadastro no Detran-SP e na Secretaria da Fazenda para comercializarem peças automotivas.
A Secretária da Segurança Pública colocará em seu site a lista dos estabelecimentos regulares, além de disponibilizar um link para incentivar denúncias de irregularidades.
O objetivo é que essa medida ajude a combater roubo e furto de veículos, além de crimes associados, como o latrocínio.
Ainda segundo o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, os desmanches são um elo fundamental no ciclo econômico da criminalidade, pois são o destino da maioria dos veículos roubados. "E o roubo de veículos tem forte vínculo com os latrocínios: 50% dos casos ocorrem numa tentativa do ladrão de roubar um carro ou uma moto".
Os estabelecimentos que não seguirem a lei, vendendo irregularmente peças e acessórios sinistrados ou apreendidos por ato administrativo ou de polícia judiciária, poderão sofrer sanções que vão de multa à cassação dos registros de funcionamento.
