Cultura

Vai nevar no verão


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Divulgação

Em pleno calorão, animação da Disney, “Frozen”, traz aventura gelada

Em pleno verão, vai nevar nas salas de cinema com a estreia da animação “Frozen - Uma Aventura Congelante”, mais uma produção da Disney que chega hoje em todo o País (em Bauru, ela já estava nos cinemas, em pré-estreia) - inclusive com sessões em formato 3D.

Cheia de boas intenções e bom humor, a jovem Ana, personagem principal do longa, sai em uma aventura para deter a sua irmã má, Elsa, que com os seus poderes congelantes condenou o reino de Arendelle a um inverno eterno.

Durante a sua jornada, Ana enfrentará monstros da neve, tempestades e outros percalços, mas ela não estará sozinha. A jovem conhecerá Kristoff, um atrapalhado homem da montanha, sempre acompanhado de sua rena Sven, que promete ajudá-la nessa missão.

Pelo caminho, eles também encontram o boneco de neve Olaf, que adora o verão e decide ajudá-los a enfrentar Elsa, mesmo correndo o risco de derreter. Na versão dublada da animação, a voz de Olaf é do humorista Fábio Porchat.

Bem nos States

A estreia que abre o ano já conquistou os americanos. Há mais de um mês em cartaz nos EUA, a animação está em terceiro lugar no ranking dos filmes mais vistos, segundo o site Filme B. “Frozen” perde apenas para “O Hobbit - a Desolação de Smaug”, em primeiro lugar, e “Tudo por um Furo”, em segundo lugar - o filme é continuação de “O Âncora: a Lenda de Ron Burgundy” (2004), que deve chegar às telas brasileiras em fevereiro. A direção é do americano Chris Buck, de “Tá Dando Onda” (2007), com roteiro de Jennifer Lee, de “Detona Ralph” (2012).


Nada a dever aos clássicos

Em “Frozen - Uma Aventura Congelante”, os estúdios Disney voltam aos contos de fadas repletos de amor, música e finais felizes, numa animação que não fica nada a dever aos clássicos ou aos sucessos recentes do mesmo quilate, como “Enrolados” (2010) e “Detona Ralph” (2012).

Com uma produção e arte impecáveis, história envolvente e humor acertado, a narrativa ainda traz muita ação. A animação é inspirada no conto do dinamarquês Hans Christian Andersen (1805 -1875), “A Rainha do Gelo”, pouco conhecido no Brasil, mas clássico na Europa.

No entanto, é preciso dizer que se trata de uma adaptação bastante livre, pois o roteiro não apenas mudou completamente o enredo, como também grande parte de sua simbologia, mantendo apenas a ideia final - e mais importante - de que o amor é o principal instrumento de salvação dos personagens.

Na versão Disney do conto, Anna e Elsa são duas princesas do reino Arendelle. Porém, Elsa guarda um segredo que a mantém isolada no castelo: ela tem o poder de controlar a neve. Quando os pais morrem em um naufrágio, Elsa é coroada rainha, mas sem querer congela todo o reino e acaba fugindo por medo.

Anna, que passa a entender ali porque a irmã nunca esteve presente em sua vida, sai em busca de Elsa. É nessa empreitada em que conhece Kristoff e sua rena Sven, vendedores de gelo em crise depois que o país congelou, assim como o divertido boneco de neve Olaf (voz de Fabio Porchat), que sonha ingenuamente passar o verão ao sol na praia.

É preciso prestar muita atenção em “Frozen” para não perder nenhuma de suas muitas referências. Quando os portões do castelo são abertos, Rapunzel e o príncipe Flynn (de “Enrolados”) são alguns dos convidados. Os doces da coroação de Elsa vieram de Sugar Rusch (de “Detona Ralf”).

Até Mickey Mouse está presente como um boneco na estante de Anna. Por último, o que consta no site da Disney como “uma percepção dos internautas”, é a semelhança do rei de Arendelle, pai das protagonistas, com o jovem Walt Disney.

Outro ponto importante nesta animação é a excelente trilha sonora, ora estilo Broadway, ora lembrando as produções do estúdio nos anos de 1990. “For the First Time”, “Do you Want to Build a Snowman?”, “Love Is an Open Door”, “In Summer” e, finalmente, a principal “Let it Go”, tornando “Frozen” uma experiência, mais do que uma projeção.

 

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