Tribuna do Leitor

De todos os santos


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Marilson, Marily, Rafael, Giovane, Israel, Diamantino dos Santos... E dezenas de anônimos que poderíamos elencar que escolheram o atletismo, as corridas de rua, por identificarem-se com o intenso ritmo, rotina de preparação e condicionamento exigidos para correr. Garis, trabalhadores do campo, pedreiros que forjam no cotidiano suas estruturas atléticas, feixes de músculos que se desenham a cada passada durante a prova, ao longo de suas anatomias!

Paradigmáticos e paradoxais como pérolas encobertas, que se exaurem pelos percursos em busca de seus melhores tempos contra os próprios limites. Cambaleantes, exaustos, cruzam a linha de chegada desafiando nossa "Saúde", hoje relegada a uma condição agonizante!

O Quênia, Jamaica, Gana são alguns países representantes de nossa "Mãe África" que detém a hegemonia dessa modalidade. Fundistas ou não, já estão presentes em nosso calendário esportivo por diversas cidades e capitais. Distantes das galeras, dos horrores dos navios negreiros a que eram submetidos, esses deuses e deusas de Ébano aqui retornam a desafiarem, em quaisquer situações, adversas ou não, o mais preparado e focado corredor!

Uma provável quebra desse jejum pode ocorrer, atletas de elite masculino e feminino evitam projeções, ousam, às vezes. Mas uma coisa é evidente, a sede de vitória é inegável. Gente humilde! Participo dessas provas há algum tempo, e voltei a participar da 89ª Corrida Internacional de São Silvestre 2013, correr pelas avenidas, ruas de São Paulo, 15K dentre um público recorde de 28.000 atletas, aproximadamente. Aguardar 2014 com disposição, esperança e crença num amanhecer de prosperidade! Mais preparado para um novo episódio! Bom ano novo, repleto de otimismo e resultados! A seus lugares!

José Francisco Gimenez Camilo

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