Tribuna do Leitor

Não vou dizer o seu nome...


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Senhor Fulano de Tal que "mete a boca" na Polícia Militar (Tribuna do Leitor de 03/01/14) por ganhar o direito de exercer aqui na nossa cidade a tão discutida e polêmica Atividade Delegada. Diz que os policiais não fazem as suas funções corretamente, e mesmo assim vão receber outra função, esta paga pela prefeitura, que segundo o senhor, está jogando o dinheiro do contribuinte no lixo. Ironiza, dizendo: "Isso sim é que é ganhar dinheiro público fácil!"

Senhor Fulano de Tal, o senhor sabe que é com o senhor que estou falando. Até que se prove o contrário, acredito que seja uma pessoa do bem, com mulher e filhos. Talvez seus filhos saiam à noite e voltem de madrugada, ou talvez o senhor mesmo faça isso. Não o conheço. Não sei sua idade.

Imagine (Deus o livre) que o senhor ou seus filhos se envolvam em uma ocorrência grave que necessite da intervenção da Polícia Militar. O senhor sabia que nela existe um serviço de inteligência que "faz das tripas coração" para mandar uma viatura, às vezes em menos de 5 minutos, em local determinado? Tenho certeza que o senhor sabe disso... E se sabe, está pouco se lixando. Deve pensar: "É a obrigação deles!".

Não há dúvidas quanto a isso, só que nessa ocorrência um policial pode ser baleado e morto. Voltando à Atividade Delegada, eu lhe pergunto: o senhor tem folgas em seu serviço, férias e outras regalias? Tenho certeza que sim. O policial, ao abraçar a Atividade Delegada, vai abrir mão de tudo isso. Ele não é obrigado a atuar nela, mas é como se fosse, pois ganha menos que quatro salários mínimos. Ele mora na periferia, porque não pode pagar um aluguel melhor. Vai deixar sua família desprotegida e proteger a sua.

Portanto, senhor Fulano de Tal, fique aí no seu canto quietinho e deixe o espaço desta tão importante coluna para pessoas que tenham mais imaginação o que, graças a Deus, sempre acontece. Torço para que não apareça mais por aqui, pois o senhor só disse besteiras!

Luiz Carlos Pasquarelo

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