Internacional

Mau tempo adia julgamento de Mursi

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A Justiça do Egito adiou ontem a segunda sessão do julgamento de Mohammed Mursi por incitação à violência. A audiência foi remarcada para 1 de fevereiro, após o presidente deposto não conseguir chegar à corte devido ao mau tempo.

Neste caso, Mursi é acusado de envolvimento na morte de manifestantes durante os protestos ocorridos perto do palácio presidencial, no Cairo, em 5 de dezembro de 2012. Além dele, outros 14 membros da Irmandade Muçulmana, à qual o mandatário deposto é vinculado, serão julgados no mesmo caso.

Segundo a imprensa estatal, o mau tempo impediu a saída do helicóptero que levaria o presidente islamita da prisão de Burg al Arab, em Alexandria, à Academia de Polícia, na periferia do Cairo, onde foi instalada a corte para julgar os militantes da Irmandade Muçulmana.

Além de ser acusado de incitar a violência, Mursi ainda responde por conspiração com o movimento radical palestino Hamas e o libanês Hizbullah para cometer ataques terroristas no país e comandar uma fuga de presos islamitas durante a revolta que levou à queda do ditador Hosni Mubarak, em 2011.

Anteontem, a Coalizão em Defesa da Legitimidade, que respalda Mursi, convocou seus aliados para protestar contra a prisão e o julgamento do presidente deposto em todo o país. Por isso, o Ministério do Interior enviou cerca de 3 mil agentes para a região da Academia de Polícia, incluindo as estradas de acesso.

Mesmo com o efetivo policial reforçado, centenas de islamitas rejeitaram o decreto que proíbe os protestos sem aviso prévio e seguiram para o local do julgamento e para a mesquita de Al Salam, no bairro Cidade Nasr. Nos dois locais, dez pessoas foram presas.

 

Comentários

Comentários