A Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) iniciou a Avaliação de Densidade Larvária (ADL), atividade que tem como objetivo medir o índice de infestação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, e identificar os principais recipientes que podem se tornar potenciais criadouros nos domicílios de Botucatu (100 quilômetros de Bauru).
Em janeiro de 2013 constatou-se que 5,5% dos imóveis visitados apresentavam larvas do mosquito transmissor da dengue, o que colocou o Município em risco de epidemia. O eficiente trabalho realizado durante o ano fez com o número de casos confirmados da doença fosse baixo. Como o último mês de dezembro foi de poucas chuvas, a VAS acredita que a situação possa contribuir para o índice de infestação neste mês de janeiro seja inferior ao mesmo período do ano passado. O supervisor de serviços de saúde ambiental e animal, Valdinei Moraes Campanucci da Silva, explica que as ADLs realizadas em 2013 apontaram que os principais criadouros do Aedes aegypti eram recipientes úteis para a população e por isso não puderam ser eliminados durante as visitas dos agentes.
“Porém, esses recipientes foram alterados em sua posição de maneira a não acumular água parada. Os pratos de plantas, por exemplo, foram virados de boca para baixo; latas, potes e garrafas retornáveis acondicionados ao abrigo das chuvas. Foi constatado que em pouco tempo estes recipientes voltam a ficar em condições favoráveis à proliferação do mosquito, o que revela que as orientações recebidas pelos agentes de saúde pública não foram seguidas”.