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A empresária Ana Paula Ariede com sua cachorra Aninha em uma viagem para Manaus |
Janeiro mês de férias e de viajar com a família. Mas, e os animais de estimação? Onde irão ficar e com quem? Essas dúvidas comuns que muitos donos de animais têm, como levar ou não o animal de estimação para a viagem, onde deixá-lo ou até mesmo desistir de viajar, já têm uma solução. O mercado pet se tornou uma importante e rentável atividade comercial no mundo todo, e uma das novidades que surge é o turismo para animais.
A empresária Larissa Rios, de 37 anos, que mora em São Paulo, teve a ideia de montar uma agência que organiza viagens, passeios e uma lista de hotéis feita especialmente para quem quer curtir as férias sem ter que deixar o companheiro de quatro patas. Formada em turismo, ela buscou uma oportunidade profissional que unisse sua formação, a experiência em organizar eventos e sua grande paixão: os animais.
Larissa conta que a ideia surgiu quando adquiriu Cléo, sua mascote golden retriever. Ela não queria deixá-la sozinha nem com algum amigo toda vez que tivesse que viajar. Porém, a falta de informações sobre esse tema despertou a ideia na turismóloga.
“Na minha própria busca por dicas sobre viagens com animais, descobri o quanto o mercado brasileiro era carente de informações sobre esse tema e que a maioria dos donos de pets também tinha a mesma dificuldade que eu. Assim nasceu o portal Turismo 4 Patas”, afirma.
O mais difícil, segundo a empresária, é a comunicação com o mercado profissional. “Os estabelecimentos sempre tiveram muito receio em abrir as portas para este tipo de público. No entanto, não se pode negar que esse é um mercado em crescente expansão e que é cada vez maior o número de pessoas que não abrem mão de viajar com seu mascote”, enfatiza.
No site, o leitor pode encontrar opções de viagens para fazerem com os cães e também uma lista com os nomes de hotéis de diversos Estados do Brasil que aceitam cachorro.
“O sistema de classificação de hospedagens informa o tipo de hospedagem, se é resort, pousada ou sítio, o porte de animal que eles aceitam, se será cobrada alguma taxa e o tipo de atividade oferecida”.
Na região de Bauru, o destino mais procurado é Brotas (100 quilômetros de Bauru). “Devido às trilhas e passeios, Brotas tem sido uma opção bastante procurada para quem quer viajar e levar seu animal de estimação no Interior de São Paulo. Na cidade, há cinco opções, entre pousadas e resorts, que aceitam cachorros”, afirma.
A empresária Larissa observa que a lista de hotéis pet friendly, que há seis anos possuía 300 estabelecimentos, agora possui mais de mil. “Acho que estamos no caminho certo”, comemora.
Serviço
O site criado pela empresária Larissa Rios é o www.turismo4patas.com.br.
Viagem só acompanhado
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A empresária Luciana Cossi com sua cachorra Pink em uma de suas viagens |
A empresária Luciana Cossi, de 29 anos, também sempre viaja com sua yorkshire e, se não puder levá-la, deixa de ir ao destino. “Não consigo deixá-la sozinha ou em algum hotel para cachorro. Sempre a levo junto e ela acaba sendo minha companhia”, afirma.
A funcionária pública Mara Purcino afirma que já viajou e deixou seu cachorro em um hotel canino, mas agora acaba levando seu animal, já que certos hotéis aceitam. “Nada contra o serviço oferecido pelo hotel canino, mas percebi que o meu cachorro ficou muito triste por ter ficado longe de mim. Agora, levo ele em todas as viagens, já que existem hotéis que aceitam cães”, afirma.
A empresária Ana Paula Ariede, de 33 anos, afirma que leva a Aninha, sua pinscher, nas viagens que faz a negócios.
“Ela já está acostumada a viajar de avião, mas sempre fica inquieta na caixa de transporte para cães e quer sair, o que é proibido pela maioria das empresas aéreas. Se ela fizer muito barulho, as empresas têm que dar um sonífero para não incomodar ninguém”, afirma.
Avião e ônibus
No caso de avião, o ideal, em viagens nacionais, é reservar o lugar 48 horas antes da viagem, ter o atestado sanitário emitido por veterinário até dez dias antes do voo e comprovante de vacina antirrábica. Cada empresa aérea tem seus documentos e padrões de peso exigidos.
Já em ônibus, o dono paga outra passagem e, obrigatoriamente, a do assento ao lado dele. O animal pode pesar até dez quilos, tem de estar devidamente acomodado e apresentar um atestado sanitário emitido por um veterinário até 15 dias antes da viagem, além da comprovação da vacina antirrábica.
Opções diversas
O portal Turismo 4 Patas promove eventos que permitem o convívio com a natureza e a prática de atividades de ecoaventura, como as trilhas, que são adaptadas para a participação dos “aventureiros peludos” e são as mais procuradas pelos donos.
Em seis anos de existência, a agência já promoveu aventuras nas cidades de Brotas (SP), Juquitiba (SP), São Lourenço da Serra (SP), Socorro (SP), Santa Isabel (SP); Peruíbe (SP), Extrema (MG) e Visconde de Mauá (RJ).
A empresa realiza, em média, dois eventos por mês, dos quais participam cerca de 40 cães acompanhados por seus proprietários. Os eventos estão sempre lotados e oferecem acompanhamento de adestradores, veterinário de plantão, brindes e sorteios. “É uma oportunidade de os animais desfrutarem de liberdade, espaço e do convívio com a natureza”, afirma Larissa.
Série de cuidados
O número de pessoas que levam seus animais de estimação nas viagens tem crescido a cada dia, mas não basta somente fazer as malas e levar seu bichinho.
Uma viagem requer uma série de cuidados que o dono deve ter, como manter o animal hidratado, conservar a rotina de alimentação, necessidades e levar a própria bagagem do animal, com kit de primeiros socorros, medicamentos, certificado de vacinação e telefone de um médico veterinário.
Segundo a veterinária Gislaine Hennemann, 41 anos, é recomendável que, antes da viagem, o dono leve o animal a uma clínica veterinária de confiança para fazer uma avaliação prévia, evitando problemas no passeio.
“O ideal é que todas as vacinas estejam em dia e que o dono tenha um atestado de vacinação. Em algumas divisas de Estado, o atestado acaba sendo exigido”, afirma.
Gislaine enfatiza que, em caso de viagem longa de carro, o correto é hidratar o animal e, caso esteja muito agitado, dar um tranquilizante.
Outro cuidado importante é o transporte. Segundo a veterinária, o cachorro tem que estar em uma caixa que possa girar 360º. “O transporte correto é essencial para uma viagem segura tanto para o animal quanto para os donos”.

