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Delúbio deixa prisão para trabalhar na CUT

Folhapress
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Após ficar dois meses preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares deixou a prisão pela primeira vez ontem para trabalhar como assessor da direção nacional da CUT, emprego que lhe renderá um salário de R$ 4.500,00 e ajudará na redução da sua pena.

Com um visual diferente, apenas um bigode no lugar da barba, Delúbio deixou o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) por volta das 8h e seguiu para o escritório do sindicato, no centro. Ao chegar lá, ele foi recepcionado por três sindicalistas.

Apesar de ter uma hora de almoço e poder sair para comer em restaurantes localizados até a 100 metros do local de trabalho, Delúbio preferiu pedir uma marmita ao invés de deixar o prédio. Segundo pessoas que estavam no escritório, ele almoçou peixe, arroz e feijão.

Ao fim do expediente, às 18h, Delúbio deixou a CUT e voltou para dormir na prisão. Ele foi transferido na sexta-feira para o Centro de Progressão Penitenciária, presídio destinado a presos que têm trabalho externo ou saída temporária autorizada pela Justiça.


Só Genoino paga multa no prazo

Dos cinco condenados no processo do mensalão que tinham de pagar multas até ontem, somente o ex-presidente do PT José Genoino depositou os R$ 667,5 mil que devia à Justiça (veja quadro). De acordo com seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, o dinheiro foi depositado na tarde de ontem. Ele também informou que a família ainda está contabilizando o total arrecadado na campanha criada para levantar o dinheiro. “O valor passou a multa, mas ainda não sabemos em exatamente quanto”, disse.

Após o cálculo, o montante deve ser divulgado aos apoiadores de Genoino.

Entre os outros quatro condenados, três ingressaram com questionamentos na Justiça e aguardam uma resposta para quitar as multas.

O único que não apresentou nenhum tipo de petição judicial foi Ramon Hollerbach, um dos ex-sócios do operador do mensalão, Marcos Valério. Segundo seu advogado, Hermes Guerrero, Hollerbach não tem como quitar a multa de R$ 3,9 milhões que lhe foi imposta.

Marcos Valério, por sua vez, aguarda uma decisão da Justiça sobre o pedido que fez para que o dinheiro de sua multa a mais alta aplicada contra os condenados no mensalão, fixada em R$ 4,44 milhões seja retirado de uma de suas contas bloqueadas pela Justiça.

A defesa do ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), divulgou uma nota dizendo que não irá fazer comentários a respeito das “obrigações legais” que recaem sobre o condenado.

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