O túnel descoberto em fevereiro de 2011, na avenida Nações Unidas, que tinha como destino a empresa de segurança e transporte de valores Protege, continua causando problemas. O afundamento de uma calçada no último fim de semana na quadra 2 da avenida está ligado à obra criminosa e a prefeitura afirma que não tem responsabilidade sobre o fato.
O buraco, com aproximadamente 1,20 metro, surgiu na frente de um centro automotivo e foi noticiado na edição de domingo do JC. “O nosso setor jurídico verificou que não é nossa responsabilidade”, afirma o secretário municipal de Obras, Sidnei Rodrigues.
De acordo com ele, se o buraco aparecesse na rua, a prefeitura precisaria fazer o conserto. Assim, a recomendação é de que o proprietário do local faça os reparos e, depois, tente o ressarcimento com uma ação.
“Há ações dos munícipes contra o município e o Estado envolvendo a área que o túnel passa debaixo. A nossa recomendação é de que o proprietário do imóvel faça o conserto e, depois, anexe esses comprovantes nessas ações”, aponta Rodrigues.
Investigação
A investigação do caso em Bauru começou em 3 de fevereiro. Na ocasião, funcionários da prefeitura localizaram, na quadra 3 da avenida, um túnel com 30 metros de extensão. Doze dias depois, foi descoberto um segundo túnel com cerca de 150 metros de distância da Protege.
Além de ninguém ter sido preso até agora, outro problema é que o túnel nunca foi tapado. Em agosto de 2011 o JC revelou, com exclusividade, que o laudo da Polícia Científica apontou riscos de desabamentos nas residências que estão sobre as escavações. Por se tratar de um crime, o município alega que a responsabilidade é do Estado.