Quatro manifestantes morreram ontem na capital da Ucrânia, Kiev, durante o dia mais violento de confrontos entre opositores e forças policiais. Outras 300 pessoas ficaram feridas na escalada de violência que assola a cidade desde o último domingo.
Esses são os primeiros mortos desde o início das manifestações, em novembro, contra a decisão do governo do presidente Viktor Yanukovich de abandonar um acordo de livre comércio com a União Europeia (UE) em prol de uma cooperação maior com a Rússia.
As manifestações na praça da Independência ganharam força após a aprovação de uma lei na semana passada que restringe os protestos, com multas e prisão por instalação de barracas em espaços públicos, bloqueio de prédios estatais, organização de carreatas e uso de máscaras.
Quatro manifestantes morreram atingidos por tiros das forças de segurança. Um jovem também teria morrido ao cair de uma coluna junto ao estádio do Dínamo de Kiev.
Oposição
A ex-premiê ucraniana Yulia Tymoshenko disse em comunicado que Yanukovich “não é mais presidente da Ucrânia, mas sim um assassino”, após dar a ordem de disparar sobre manifestantes. Tymoshenko está na cadeia, acusada de corrupção em um caso envolvendo fornecimento de gás pela Rússia.