Douglas Reis |
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Arnaldo Ribeiro adiantou que duas empresas contempladas são do setor plástico |
A administração municipal espera arrecadar R$ 10,9 milhões a mais em impostos de empresas a serem instaladas em área ociosa há mais de três décadas no Jardim Guadalajara, em Bauru.
Se tudo correr conforme a expectativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, o terreno de aproximadamente 18 mil metros quadrados contemplará quatro negócios que, incialmente, empregarão juntos 1.170 funcionários. A promessa é que o volume de trabalhadores mais que dobre dois anos após o início das atividades.
Duas das empresas a serem contempladas são do segmento de plástico injetado, uma delas de painel eletrônico e a quarta é uma prestadora de serviços que figura entre as maiores terceirizadas do Estado de São Paulo na área de telecomunicações, informa o titular da Secretaria de Desenvolvimento, Arnaldo Ribeiro.
Embora ele prefira não declinar nomes, ao referir-se à última delas, destaca que a empresa paulistana tem cerca de 1.200 veículos emplacados em Bauru rodando em todo o território nacional.
Conforme cálculos do secretário, só ela deverá investir R$ 6,7 milhões (de um total de R$ 15,6 milhões), cifra que pode ser ainda maior conforme o sucesso dos negócios, muitas vezes estagnado diante da escassez de áreas para ampliação de empresas.
Segundo Arnaldo Ribeiro, uma das empresas aguardava há quatro anos a possibilidade de mudar de endereço com o intuito de expandir suas atividades.
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Trâmites
Para atender reivindicações da mesma natureza, no ano passado, o secretário visitou empresários e realizou estudo das áreas disponíveis pelo poder público municipal. Chegou até o terreno situado entre as avenidas Manoel Duque e Carlos Bley Filho, no Jardim Guadalajara, que, para ter serventia às quatro empresas, deixou de ser minidistrito e transformou-se em Zona de Indústria, Comércio e Serviços (Zics), como fora anteriormente. A mudança, aprovada pelo Legislativo no final do ano passado, ampliou as possibilidades de investimento e arrecadação.
Caso permanecesse como minidistrito, o terreno poderia acolher apenas negócios que demandam investimentos mais baixos, com pouca capacidade de geração de emprego, acrescenta Arnaldo Ribeiro.
Já as Zics preveem pequenas e médias indústrias, desde que com baixo impacto ambiental. O projeto para a área do Jardim Guadalajara, inclusive, já conta com licença ambiental por parte da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Mas para que sejam instaladas, as quatro empresas ainda aguardam a anuência da Câmara Municipal ao pedido de concessão da área pública por dez anos, que será remetido ao Legislativo pelo Executivo, após análise do Conselho de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (Cadem).
Ao final de uma década, se cumprirem com o compromisso de gerar emprego e arrecadação, podem pleitear a doação da área, conforme prevê a lei, explica o secretário de Desenvolvimento.
Fortalecimento da região
Ao destinar uma área ociosa a empresas que reivindicam terrenos para ampliação, o poder público não só contempla o setor produtivo e garante maior arrecadação, como também fortalece o entorno do bairro que será contemplado. A avaliação é do diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Domingos Malandrino.
Na opinião dele, a instalação de negócios em determinada região pode ser sinônimo de oferta de emprego para moradores próximos, sendo que, independentemente do local de onde vierem, funcionários apresentarão demandas que exigirão novos investimentos tanto do poder público quanto do setor privado.
Ainda assim, com base na experiência de quando esteve na mesma função que Arnaldo Ribeiro – secretário do Desenvolvimento –, Malandrino sugere que a prefeitura converse com moradores próximos para evitar qualquer espécie de rejeição por parte da vizinhança. Embora a área não seja encostada em casas, a reportagem esteve nas imediações e ouviu alguns proprietários de residências na região. Ainda que o terreno não seja problema para os consultados, como sentem falta da presença de representantes da prefeitura também não demonstraram empolgação com os novos investimentos.
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