Tribuna do Leitor

Exemplo que vem de cima


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Nossas rodovias estão mais seguras, isto pelo menos em São Paulo é uma verdade, caras com os pedágios, mas inegavelmente mais seguras. Entre os encargos impostos as concessionárias está a renovação da frota de veículos da polícia rodoviária.

Nada mais justo que a polícia que essencialmente salva vidas policiando as estradas para que elas se tornem mais seguras utilize o melhor da tecnologia entre radares, armas e viaturas, incluindo salários melhores, principalmente àqueles que dia e noite cuidam da nossa tranquilidade nas estradas.

No entanto, já existem abusos carros de luxo novos são utilizados e alguém como eu, que utiliza constantemente a rodovia Marechal Rondon, é constante encontrar policiais (oficiais) pelos uniformes de gala circulando alegremente em veículos como um Toyota Corolla do ano, que já encontrei por duas vezes em um período pequeno de tempo circulando pela rodovia sempre em alta velocidade.

Na última vez, nesta sexta-feira, 24/01, por volta de 20h, na rodovia Marechal Rondon, próximo a Avaí, na pista interior capital, estimei em mais de 160 km/h, já que sumiram no horizonte em distância maior que 2 km em pouco mais de 4 minutos, considerando que meu carro estava a 110 km/h, máximo de velocidade permitida no local, e a diferença de velocidade seria próxima a 50 km/h com este tempo e distância.

Fica difícil de explicar que oficiais façam uso destes veículos utilizando irresponsavelmente em velocidades não permitidas, colocando em risco os usuários da rodovia, contando com a impunidade, já que seus subordinados não poderiam dentro da hierarquia militar repreendê-los ou, e mais difícil ainda para nós simples cidadãos, observarmos que recursos que gastamos em pedágio acabem tão mal aplicados e, ao contrário do se deseja, venham tornar nossas rodovias ainda mais inseguras e a moral da tropa baixa, vendo ocorrer esta irresponsabilidade enquanto multam alguém a 115 km/h.

Este tipo de veículo caro deveria ser retirado dos contratos de pedágio, sendo convertidos em descontos e os que fossem comprados deveriam ser utilizados exclusivamente de forma direta no policiamento e nunca para a mordomia e mal exemplo por quem deveria ser exatamente o bom exemplo.

Espero que desta vez a reposta dos "relações públicas da corporação" seja uma investigação do ocorrido e não corporativismo e coleguismo fechando os olhos para o que ocorre em nossas rodovias. Ou ainda contra quem como eu, que exerce seu direito de cidadania.

Márcio M. Carvalho

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