Exportações e gastos de consumidores garantiram um crescimento consistente para economia americana no quarto trimestre apesar da paralisação que afetou repartições públicas em outubro.
O PIB avançou a um ritmo anualizado de 3,2% nos últimos três meses, em linha com as expectativas. Com o resultado do período, a economia americana fechou o ano com crescimento de 1,9%.
Os dados corroboram a decisão do FED (banco central dos EUA) de prosseguir com a retirada dos estímulos. O anúncio de diminuição na compra de títulos de US$ 75 bilhões para US$ 65 bilhões, feito ontem, ampliou a turbulência nos mercados emergentes, que sofrem com a saída de recursos no novo cenário.
Considerando o segundo semestre apenas, a economia americana avançou a um ritmo de 3,7% e teve o melhor desempenho para o período desde 2003, quando a expansão se deu a uma taxa anualizada de 5,8%.
"Em resumo, o desempenho da economia no quarto e no terceiro trimestres foi uma mudança para melhor", afirmou o diretor de macroeconomia da Conference Board, Kathy Bostjancic.
Para o analista, os dados vão injetar confiança e levar consumidores às compras.
O consumo das famílias cresceu 3,3% no quarto trimestre na comparação anualizada e contribuíram com 2,3 pontos percentuais do resultado. As exportações tiveram um incremento de 11,4%.
A paralisação do governo em outubro em face da falta de acordo sobre o Orçamento provocou uma queda de 12,6% nos gastos públicos no período. Tal componente deve se recuperar neste ano e contribuir com o otimismo.
Os dados divulgados hoje ainda estão sujeitos a revisão.