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Família de Thaís protesta: ?a vida não é videogame?

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 1 min

Familiares e amigos de Thaís Cini Lima, 19 anos, que morreu devido a uma infecção generalizada depois de várias idas e vindas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Geisel-Redentor, se reuniram no início da noite de ontem, em Bauru, para exigir das autoridades mais respeito e atenção para a saúde pública da população.

Os familiares também exigiram punição e investigação séria do caso Thaís. O grupo partiu da avenida Lúcio Luciano até a UPA do Geisel, carregando cartazes em sinal de protesto.

Foram quatro dias e quatro idas à UPA do Geisel/Redentor até que um médico suspeitasse que Thaís estava com apendicite. Com a demora, a paciente só foi submetida à cirurgia quando o apêndice já estava rompido, e, no último dia 8 de fevereiro, acabou morrendo devido a uma infecção generalizada.

“A intenção é chamar atenção do poder público e das autoridades para que haja uma investigação séria, pois queremos saber o que houve, se houve um diagnóstico inadequado, e que haja punição para os culpados”, afirmou o cunhado da jovem, Fábio de Oliveira, de 28 anos, também organizador da passeata. “A vida não tem segunda chance, não é um videogame, e por isso todos devem ser tratados com mais seriedade pelos órgãos públicos de saúde”, enfatizou.

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