Regional

Estiagem deixa em alerta hidrelétricas

Por Cinthia Milanez | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

Rancho em Cambaratiba na barragem de Ibitinga está com o Tietê bem abaixo do nível

O Jornal da Cidade traça um ‘raio X’ das principais usinas hidrelétricas da região de Bauru, trazendo um pouco da história de cada uma delas, além do fato de algumas operarem com os reservatórios bem abaixo da capacidade total. Porém, na última sexta-feira o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE) ressaltou que, mesmo com a ausência de chuvas, o forte calor e o aumento do consumo, a possibilidade de racionamento é mínima. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirma que o sistema elétrico “é robusto, mas se não ocorrer chuva para aumentar o nível dos reservatórios pode haver apagões, mas é mínima essa possibilidade”, declara.

Por mais incrível que pareça, a região pode sofrer sem sobressaltos com a queda dos níveis dos reservatórios de água, registrada nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul do País no último dia 9. Isso porque todas as hidrelétricas do País são interligadas em um sistema único, com o objetivo de melhor gerir a água e a continuidade do abastecimento de energia por todo o Brasil. Portanto, o produto gerado pelas usinas da região não é necessariamente utilizado para abastecê-la.

Esta edição foi dividida em duas partes. Uma delas traça um perfil das usinas instaladas no rio Tietê, que são as de Bariri, Barra Bonita e Ibitinga, de responsabilidade da empresa AES Tietê. Já na segunda parte constam as hidrelétricas Chavantes e Jurumirim. Um pouco mais distantes, elas exploram a capacidade energética do rio Paranapanema e estão sob a concessão da Duke Energy Geração Paranapanema S.A. - subsidiária da Duke Energy Corp, que é a maior companhia do setor dos Estados Unidos.

Existem duas fontes geradoras de energia: as renováveis e as não renováveis. No primeiro caso, a energia é oriunda da própria natureza, como a água, o sol e o vento. Já as fontes não renováveis derivam da queima de combustíveis fósseis, como a gasolina, o diesel, o gás natural e o carvão mineral. As usinas hidrelétricas, portanto, utilizam uma fonte renovável - a água. E o País possui tantos rios capazes de gerar energia que 81,9% da produção na área são derivados das hidrelétricas.

Além da hidráulica, o Brasil possui grande potencial para a geração de energia eólica e solar. E a região de Bauru também não fica fora dessa. Conforme o JC publicou no ano passado, alguns municípios apareceram na lista dos principais pontos de potencial de geração de energia eólica e solar do Estado, segundo o Atlas atualizado em 2013 pelo governo paulista. É considerada uma região rica, chamando a atenção de grandes empresas do setor.


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