Pelo terceiro ano consecutivo, uma parceria entre o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP) e a Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), também da USP, está beneficiando pacientes de várias regiões do Brasil que nasceram com fissura labiopalatina.
Hoje, a partir das 14h, no jardim interno do hospital, chega ao fim mais uma edição do programa de fonoterapia intensiva, com a solenidade de encerramento do módulo realizado em fevereiro.
Oferecido pelo Centrinho-USP em conjunto com o departamento de fonoaudiologia da FOB, por meio da disciplina clínica de anomalias craniofaciais – estágio supervisionado, esta edição contou com a participação de 13 pacientes do hospital e dez cuidadores, provenientes dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Rondônia.
Durante três semanas, foram oferecidas quatro terapias diárias de segunda a sexta-feira e duas aos sábados, num total estimado de mais de 850 sessões, com quase 70 para cada paciente.
“Em programas em que a fonoterapia é oferecida uma vez por semana, o paciente faz no máximo 52 terapias no ano”, compara uma das docentes responsáveis, Jeniffer de Cássia Rillo Dutka.
“Além da possibilidade dos pacientes receberem um tratamento de fala de altíssimo nível, o ensino integrando alunos de graduação, pós-graduação e residentes proporciona ainda a geração de pesquisas e o preparo de futuros profissionais da área de fonoaudiologia para atender pacientes com anomalias craniofaciais”, destaca a outra professora responsável, Maria Inês Pegoraro-Krook.
O programa envolveu 27 alunos de graduação da FOB, 11 de pós-graduação do Centrinho-USP e da FOB, duas fonoaudiólogas da área de prótese de palato do hospital, uma fonoaudióloga do curso de fonoaudiologia da FOB e as duas docentes responsáveis pela disciplina.