Venho fazer uso dessa coluna, antes de mais nada, como cidadã que paga os impostos sem nenhum desconto pelo fato de ser cadeirante; pago impostos como cidadão comum. Gostaria de relatar aqui um problema de saúde pública, para ver se conseguimos, juntos, encontrar uma solução.
Sou cadeirante há aproximadamente 9 anos e paraplégica desde que nasci. Moro no núcleo 9 de Julho, periferia de Bauru, há mais de 30 anos; porém, só passei a fazer uso dos serviços que o posto de saúde local oferece, de algum tem pra cá.
Com o passar dos anos, minha deficiência se agravou e minha obesidade contribuiu grandemente para o aparecimento de vários outros problemas de saúde e isso fez com que necessitasse da visita da "médica da família", programa oferecido pelo posto.
O atendimento dos moradores do núcleo 9 de Julho até pouco tempo atrás era feito na mesma unidade onde eram atendidos os moradores do Parque Santa Edwirges, mas com a construção da nova unidade, aconteceu não apenas a divisão, como também o remanejamento de pessoal para o atendimento à população.
Hoje, a unidade do posto de saúde está a duas quadra da minha casa, porém, não me oferece acessibilidade, pois a porta é estreita e não tenho como entrar... Muito menos com um triciclo motorizado, bem mais largo que a cadeira. Isso sem contar o agravante da rua que dá acesso ao posto ainda estar sem asfalto.
Há aproximadamente 15 dias venho esperando a visita da médica, para que me receite antibióticos pra amenizar o inchaço das pernas e, consequentemente, as bolhas que se formaram, mas se nem a agente de saúde que ficou responsável pelo meu setor eu conheço, como posso esperar que a médica receba o recado que deixei por diversas vezes com a Érica (pessoa que me atendeu todas as vezes que liguei na unidade)?
Jamais vi um posto de saúde que não possui um telefone fixo para atendimento ao público... Como pode ser feito atendimento apenas por um celular, que por vezes não tem quem atenda? O que é considerado prioridade? Será que estão esperando que as bolhas da minha perna estourem e a perna gangrene para que a médica possa vir me ver? Perdoe, mas já tomei algumas providências.
Como diria o Cazuza: "Que país é esse?" Será que se o cadeirante fosse o sr. prefeito essa rua ainda estaria sem asfalto? Provavelmente sim, porque certamente ele tem um bom plano de saúde, o que meu salário de professora da rede estadual não me permite ter. Quero deixar claro também que não é minha intensão prejudicar quem quer que seja. Quero apenas fazer uso de um direito que é meu.
A Adriana, antiga agente de saúde que nos atendia, bem que poderia voltar atender meu setor, porque pela sua dedicação e competência, fazia a diferença e os problemas pareciam bem menores, mesmo sendo gigantescos. Meu endereço: Alameda Licurgo, 5-36.
Fones pra contato: 14-3218-1965 (até as 13 horas, porque tenho que trabalhar pra sustentar minha casa e minha filha). Cel: 99658-2042. Quero ainda agradecer a atenção a mim dispensada, e espero em breve ver solucionado não apenas meu problema, mas de muitos moradores.
Eliane Ribeiro Gomes