Olga Yakimovich /Reuters |
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Pessoas ficaram muito exaltadas quando o caixão foi levado através da multidão ao palco na praça |
Líderes da oposição ucraniana assinaram um acordo de paz, mediado pela União Europeia (UE), com o presidente Viktor Yanukovich ontem, com o objetivo de terminar com a violência que já deixou dezenas de mortos e abrindo caminho para uma eleição presidencial antecipada neste ano.
Yanukovich, apoiado pela Rússia e pressionado para renunciar pelos protestos em Kiev, ofereceu uma série de concessões aos seus adversários pró-Europa, incluindo um governo de unidade nacional, mudanças constitucionais para reduzir os seus poderes, além do pleito presidencial.
O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, afirmou que o acordo prevê a criação de um governo de unidade nacional e eleições presidenciais antecipadas neste ano, apesar de nenhuma data haver sido fixada. O pleito estava antes previsto para março de 2015.
A Ucrânia está no meio de uma disputa diplomática entre a Rússia e a UE. Pelo menos 77 pessoas morreram nesta semana na pior onda de violência do país desde que ele se tornou independente da União Soviética em 1991.
“Não há medidas que não possamos tomar para restaurar a paz na Ucrânia. Eu anuncio que estou encaminhando eleições antecipadas”, afirmou Yanukovich.
Yanukovich disse que a Ucrânia iria voltar para uma antiga Constituição, sob a qual o Parlamento tinha maior controle sobre a composição governo, incluindo o cargo de primeiro-ministro.
Mais cedo, um porta-voz do Ministério do Exterior da Polônia afirmou que uma comissão dos manifestantes que ocupam a Praça da Independência em Kiev apoiou o acordo. O conselho “votou a favor da assinatura do acordo pelos três líderes de oposição”, disse Marcin Wojciechowski, porta-voz do ministério, pelo Twitter.
Multidão sem paciência
Em um ambiente de forte emoção, a multidão concentrada na Praça da Independência, em Kiev, rodeou líderes oposicionistas ontem depois que eles assinaram um acordo. Manifestantes disseram que não vão esperar muito tempo para vê-lo deixar o poder. As pessoas estavam muito exaltadas quando o caixão de uma vítima da violência de quinta-feira, dia em que dezenas de pessoas foram mortas durante protestos contra o governo, foi levado através da multidão ao palco na praça, aparentemente pegando de surpresa os líderes da oposição. Muita gente na praça não estava no clima de encerrar os protestos.
