Tribuna do Leitor

Avenida Nações Norte


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Nascido e morador da cidade desde 1952, venho defender a construção desta obra pelos motivos que abaixo explico. Na década de 50, não existia a avenida Nações unidas e o trecho que compreende da Rodrigues Alves até o Anfiteatro Vitória Tégia (hoje cartão-postal da cidade). Era um vale cheio de mato e buracos, com o rio Bauru cortando no meio. Tinha até uma cachoeirinha entre a Mina do Abelha e a Igreja Santa Rita. Na rua Constituição tinha um buraco com mais de dez metros de profundidade.

As avenidas Rodrigues Alves e Duque de Caxias, no trecho onde hoje passa a Nações no sentido Rondon, eram só areia. Assim como a Nações Norte antes de sua construção. Me lembro de quando a feira livre com suas barraquinhas fixas de madeira se situava no cruzamento da Rodrigues com a Nações. Quando chovia forte várias barracas eram arrastadas naquele lodo formado pelas águas. Hoje, por exemplo, como moro próximo a Nações Norte prefiro ir a Piratininga por ela, que é a opção mais longe, mas evito usar a saturada avenida Castelo branco. Em breve, ela estará trazendo progresso igual às demais. Imaginem se a Rondon não fosse duplicada hoje, com a cidade tendo seus 400 mil habitantes? E quanto aos animais atrapalhando nas vias, cabe a guarda a seus proprietários. O progresso custa caro, mas traz conforto e é necessário.

Esaú de A. Rocha Filho

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