A Prefeitura de Bauru atingiu o limite prudencial de 51,3% de gastos da Receite Corrente Líquida (RCL) com folha de pagamento. O mau desempenho das carteiras de investimentos da Fundação de Previdência (Funprev) é apontado pelo governo como o principal responsável pelo cenário, que bloqueou qualquer tipo de contratação do Poder Executivo, pelo menos, até o mês de maio. Presidente da entidade, Gilson Gimenes Campos nega que a situação tenha sido provocada por falta de capacidade na gestão dos R$ 329 milhões aplicados no mercado financeiro.
“A Funprev não pode ser vilão do momento. Os resultados são consequência do cenário desfavorável. Buscamos alta rentabilidade nas nossas aplicações, mas temos que ter paciência para o futuro. Os fundos são de longo prazo e o retorno vem em 10 ou 20 anos”, argumenta.
A meta da fundação era atingir 12% de rendimento, mas o resultado foi negativo em 3,53%. Monetariamente, isso significou R$ 146 mil no acumulado de 2013 diante dos R$ 49,5 milhões do ano anterior. “O mercado vive de momentos bons e maus. Em 2012, contribuímos muito para essa contabilidade da prefeitura. Com meta de 12%, batemos 19%. Agora, em 2014, os números já estão melhores nas aplicações em renda fixa”, relativiza Gilson.
Entre 170 Regimes Próprios de Previdência Social, que, assim como a Funprev, são clientes da empresa de consultoria Crédito e Mercado, nenhum atingiu a meta. Contudo, 27 tiveram variações positivas. A entidade de Bauru ocupa apenas o 90º posto no ranking. Sobre a declaração do prefeito de que se a carteira de investimentos tivesse sido inteiramente aplicada na poupança o rendimento teria sido melhor, Campos argumenta que a Funprev não poderia tomar essa medida, pois segue as normas previstas em resolução do Banco Central.