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Rio: garis entram em confronto com a PM próximo ao sambódromo

Folhapress
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Centenas de garis entraram em confronto na tarde deste sábado (1) com policiais da Tropa de Choque da Polícia Militar no Rio. A confusão teve início a poucos metros do centro administrativo na prefeitura carioca, na Cidade Nova.

O conflito teve início quando os manifestantes tentavam seguir para o sambódromo, onde na noite deste sábado (1) desfilam as escolas de samba da série A.

Gritando palavras de ordem, os garis diziam que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, vai varrer a cidade sozinho durante o Carnaval. O grupo contava com cerca de 500 manifestantes.

Os garis ameaçam entrar em greve e reivindicam o aumento de benefícios, além do pagamento integral das horas extras nos fins de semana.

Um dos organizadores do protesto, o gari Bruno Lima, disse que a categoria está há três anos insatisfeita com as condições de trabalho e avalia que o Carnaval é o momento ideal para mostrar a importância da categoria para a cidade.

"A gente não aguenta mais. São salários muito baixos, de cerca de R$ 900, o tíquete está defasado e as condições do trabalho são péssimas. Falta funcionário, a Comlurb virou cabide politico e quem trabalha de forma operacional, não tem valor", disse o gari.

Segundo Lima, 70% dos trabalhadores aderiram à greve. Em alguns pontos da cidade, os garis não recolheram o lixo.

Em nota, a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) informou que "não existe greve de garis na cidade". A empresa afirmou que mantém negociação com o sindicato da categoria, "como faz todos os anos no período do acordo coletivo".

"Tem muita gente se aproveitando deste momento tenso, com aproximação de eleições. Mas a greve não ocorre", disse Paes à Rádio Globo.

A manifestação partiu da sede do Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio, que chegou a decretar uma greve de um dia na noite deste sábado (1), mas voltou atrás horas depois. Hoje, estava prevista uma nova assembleia ao meio-dia para discutir uma possível contraproposta da Comlurb, mas os dirigentes não compareceram.

Em nota divulgada, o vice-presidente do sindicato, Antonio Carlos da Silva, informou que a categoria não está em greve. O sindicato reafirmou que mantém negociação com a prefeitura.

    


 

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