Marcus Liborio |
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Neste ano, a Imperatriz trouxe um pouco da cultura afro-brasileira |
Raça, garra e coragem. Foi assim que o presidente da escola de Samba Imperatriz da Grande Bauru, José Carlos Zotino, definiu o desfile de hoje no Sambódromo. A escola teve problemas com a entrega das fantasias. (leia abaixo). Porém, mesmo com o contratempo, improvisou e encarou a arquibancada lotada.
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Sabrina da Silva, de apenas 8 anos, encantou a todos com seu sorriso largo |
Os sambistas entraram na avenida às 23h50. A ala dos orixás abriu o desfile. No segundo ano consecutivo na avenida, a pequena Sabrina da Silva, de 8 anos, encantou a todos com seu olhar sereno e sorriso largo no rosto. “Gosto muito de sambar”, disse ela.
Logo atrás dos orixás, o primeiro carro alegórico trazia a coroa imperial, símbolo da escola. No topo do carro, fantasiado de Exu, um dos componentes da Imperatriz chamava o público para cantar e dançar junto aos sambistas.
Com figurino e enfeites na cor verde, o segundo carro alegórico destacava a mata africana. Um dos integrantes da escola vestia uma fantasia à la Tarzan, cujo personagem está ligado a uma lenda da África.
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Um dos integrantes da escola vestia uma fantasia à la Tarzan, cujo personagem está ligado a uma lenda da África |
Em seguida, os personagens Zé Pelintra e as pombas giras agitaram a terceira ala. Neste ano, a Imperatriz trouxe um pouco da cultura afro-brasileira. Axé, orixás e muita devoção ilustraram a avenida durante o trajeto.
Na ala do mestre sala e porta-bandeiras, o casal cumpriu muito bem a missão na avenida. Durante todo o
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Casal de mestre-sala e porta-bandeira cumpriu bem sua missão |
tempo, reverenciavam a todos na arquibancada e, com as mãos para o alto, incentivaram o público a cantar junto.
A bateria, por fim, conduziu os passistas com um ritmo forte e envolvente. Além dos batuques, os integrantes da escola não deixaram de sorrir e cumprimentar a plateia durante todo o trajeto.
Desespero
A Imperatriz da Grande Bauru teve problemas na entrega das fantasias e precisou improvisar. O presidente da escola, José Carlos Zonito, contou à reportagem do JCNet que caiu em um golpe. "Contratamos o serviço de um ateliê de Piracicaba e, quando a encomenda chegou, só tinham retalhos”, disse. Um boletim de ocorrência (BO) foi registrado e o caso vai ser investigado pela polícia.
Para não ficar fora do desfile, a escola foi obrigada a usar o restante da verba e comprar fantasias usadas. “Foi tudo de última hora. Hoje mesmo improvisamos algumas fantasias pouco antes de vir para o sambódromo”.
Se para alguns o contratempo se tornaria motivo para perder o ânimo e a fé, para a Imperatriz não. “Vamos mostrar garra na avenida. Hoje estamos com Maurinho Pirata na voz, que pertenceu à ‘ala de compositores’ da escola de samba Mancha Verde. Em minha opinião, ele é um dos melhores intérpretes do samba da atualidade”, comemorou.
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Imperatriz da Grande Bauru levantou o público presente |
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Teve teatro representando a cultura afro-brasileira; passista deitou-se no chão e chamou a atenção da plateia |
Confira vídeo de trecho do desfile da Imperatriz da Grande Bauru