Atarefa não é fácil, mas o Paschoalotto/Bauru ainda sonha em terminar a fase classificatória do Novo Basquete Brasil (NBB) 2013/14 entre os quatro melhores, repetindo o desempenho da temporada passada, quando ficou em quarto lugar na primeira fase.
Seria um feito e tanto para um time que chegou a estar em 16º lugar, ou seja, na zona de rebaixamento, na metade do primeiro turno, e agora já ocupa posição bem mais tranquila na tábua de classificação – é o oitavo, com 13 vitórias em 24 partidas, aproveitamento de 52%.
Bauru vem embalado no Nacional, com cinco vitórias seguidas nos últimos jogos, sendo quatro delas fora de casa. Agora, o time terá mais dois compromissos longe da Panela de Pressão nesta semana, contra o Macaé, na quinta-feira, e diante do Flamengo, no sábado.
Para alcançar o G-4 ao final das últimas oito rodadas que serão disputadas ao longo deste mês de março, o técnico Guerrinha faz um cálculo ambicioso: seriam necessárias sete vitórias em oito jogos, um aproveitamento de 87% (nada mal para quem está 100% nas últimas cinco partidas), sendo que serão quatro jogos em Bauru e outros quatro fora de casa.
“Ainda estamos buscando terminar entre os quatro. Conversamos isso com os jogadores, é uma possibilidade e temos de buscar, pois é possível ficar entre os quatro primeiros ao final desta fase de classificação”, destaca o treinador.
Porém, Guerrinha reitera que o objetivo maior do time é ficar entre os quatro melhores ao final do NBB. “Nossa meta é chegar entre os quatro melhores na classificação final, após os playoffs, como conseguimos na temporada passada. Isso nos credenciaria para competições internacionais, como a Liga Sul-Americana e até a Liga das Américas, se atingirmos a final. O principal é estar entre os quatro melhores ao final de tudo”, ressalta o técnico do Paschoalotto/Bauru.
Temporada
Apesar de considerar a briga pelo G-4 dura, porém viável, o treinador bauruense não vê com maus olhos uma classificação entre 5º a 8º ao final da primeira fase. “Seria uma ótima colocação, por tudo o que fizemos nesta temporada. Viemos de um título paulista, não conseguimos um bom início no NBB, sofremos com desfalques em várias partidas, e mesmo assim estamos nos recuperando. Se a gente terminar entre o 5º e o 8º lugar, jogamos as oitavas de final em vantagem”, destaca.
Outro ponto considerado importante por Guerrinha é o equilíbrio do certame. “Há três anos, quem se classificava nos primeiros lugares tinha muita vantagem, hoje não. Mesmo quem passa entre 9º e 12º dá trabalho e entra com chances de avançar. A mesma coisa com quem vai às quartas com desvantagem. Isso mostra que existem vários times competitivos no Brasil”, completa.
Confrontos diretos
Na sequência do Paschoalotto/Bauru até o fim da 1ª fase, o time terá verdadeiras “pedreiras” pela frente, como o Flamengo, no Rio, já neste sábado (dia 8), a partir das 18h, e o Brasília, no dia 27, no Ginásio Panela de Pressão. Dependendo da situação do Dragão, o confronto contra o clube candango pode ser direto pelo G-4, uma vez que será na penúltima rodada. Uberlândia é outro time no caminho bauruense que também está brigando pelas quatro primeiras colocações, mas esta partida será no Triângulo Mineiro. Franca, Basquete Cearense e Mogi aparecem atualmente pouco abaixo de Bauru na tabela, e buscam se consolidar no bloco dos times que vão se classificar.