O futsal da A.A. FIB sofreu neste ano sua maior mudança desde o início da agremiação, em 2007. Após o término da temporada passada, boa parte da comissão técnica deixou o clube e praticamente todo o elenco também mudou, além da principal novidade: a parceria com o São Paulo Futebol Clube, que vai permitir à FIB participar pela primeira vez da Liga Futsal, o Campeonato Brasileiro da modalidade. Na Liga Paulista, o time de Bauru vai para o seu quarto ano na elite.
As mudanças podem ser observadas na quadra, uma vez que apenas dois titulares de 2013 ficaram: o goleiro Luccas e o pivô Willian. Chegaram vários jogadores, a maioria jovens, além do técnico André Luis da Silva, com passagens pelo RCG/Garça e Vocem/Assis, e que também encara a missão de conduzir a FIB/São Paulo no Estadual e na Liga Futsal.
Os treinos sob o comando do novo técnico, que veio para o lugar de Elton Carvalho (agora auxiliar técnico do LO Bauru/São Caetano), acontecem há mais de 20 dias no Ginásio Duduzão, e alternam trabalhos físicos e com bola. “No começo, praticamente todas as atividades eram com bola. Depois diminuímos um pouco este percentual, na semana anterior ao Carnaval estávamos trabalhando cerca de 70% parte física e 30% com bola. Paramos nos quatro dias de Carnaval e no retorno a ideia e já ter o trabalho meio a meio, parte física e bola, inserindo mais o aspecto tático”, frisa Silva.
Amistosos
O treinador ainda terá 20 dias para ajustar o time até o começo da Liga Paulista, mas acredita que este tempo será suficiente. “Já agendamos dois jogos-treinos, um no dia 9, em Jaú, contra o time campeão da Copa TV Tem no ano passado, e outro no dia 10 de março, aqui em Bauru, diante de Araraquara. São duas equipes que estarão na Série Prata do Paulista (A-2)”, menciona.
Sobre reforços, o técnico André Luis da Silva revela que mais dois ou três atletas devem chegar antes do começo do Paulista. “Um jogador já está contratado, e também queremos trazer mais um ou dois no perfil do Luiz Negão, que chegou nesta semana. Seriam atletas mais experientes, para mesclar com os meninos, mas ainda não podemos adiantar nomes”, pondera.
Artilheiro
Primeiro reforço anunciado pela diretoria da FIB neste ano, o ala destro Gedson tem apenas 22 anos, mas vem credenciado pela vice-artilharia da Liga Paulista em 2013, quando estava em Itapeva: foram 17 gols. Além dele, o fixo Alemão e o pivô Maurílio estavam no mesmo time, que encerrou suas atividades, e agora defenderão a FIB/São Paulo. Itapeva foi também a equipe que eliminou os bauruenses nas oitavas de final do Estadual passado.
“O projeto aqui é bom, juntamente com o São Paulo, e estamos apenas começando a temporada, nos adaptando. Creio que vai ser um bom ano, o grupo está sendo montado. No meu caso ajuda, já tem dois atletas com quem joguei junto em 2013 e outros que atuei em outros anos”, cita Gedson, que foi contratado antes do acordo com o São Paulo ter sido concretizado. “Eu acertei com a FIB, passou duas semanas e houve a parceria. Foi interessante, a visibilidade é ainda maior”, reitera o jogador que pode ser o novo artilheiro bauruense, posto ocupado no ano passado pelo ala Murilo, atualmente no futsal italiano. Murilo terminou o Estadual de 2013 com 15 gols.
Mais experiência
O Apesar de contar com um elenco jovem – alguns deles já reconhecidos no cenário estadual, como Gedson – a FIB/São Paulo também buscou atletas mais experientes para compor o grupo que disputará o Paulistão e a Liga Futsal. O pivô Luiz Negão, 32 anos, é o jogador mais velho do elenco atual, e foi o último a assinar contrato.
Entre as equipes anteriores dele estão o Orlândia, Corinthians, Suzano, São José Nagoya (Japão), onde foi campeão nacional, e o Raba Futsal, da Letônia, seu último clube. “Vim acreditando na parceria com o São Paulo, e tendo grandes competições pela frente. Espero ajudar os atletas mais jovens, creio que a gente possa sair com um bom resultado aqui”, comenta.
Luiz Negão fala também sobre o futsal no Leste Europeu, onde estava. “Aqui no Brasil já está bem desenvolvido, lá na Letônia, onde joguei no ano passado, não está tão profissionalizado, mas está crescendo e melhorando, os países daquela região estão acreditando mais na modalidade”, conclui.