O professor dedicadamente explica a matéria e, de repente, um aluno pede-lhe silêncio porque quer conversar. Os pais aconselham o jovem que, negligentemente pouca ou quase nenhuma atenção lhes dá. Um idoso tenta estacionar seu carro e percebe que outra pessoa que não atende as prerrogativas da idade já a ocupou...
É comum verificarmos coisas assim em nossa sociedade. Fica, então, as perguntas: Por que, mesmo diante de tantas informações, ainda não conseguimos dar grandes passos no sentido da evolução moral como o já fizemos no rumo da evolução intelectual? Será que nos falta vontade para mudar? Será que estamos acostumados a esses padrões de desrespeito? O que, de fato, ocorre com nossa sociedade que parece não deslanchar no quesito moral?
Por que nossos valores estão invertidos ao ponto de um vereador da cidade de Piratininga propor lei para proteção dos professores em sala de aula? Se todos dão seu palpite, eis o meu para o que nos falta: Educação! Mas não a educação dos livros, mas, sim, a educação que ensina as pessoas a terem valores morais, a respeitarem os outros, a saberem exatamente o lugar em que devem estar, já ensinava um filósofo do século XIX. Esta é a educação transformadora. E começa no lar. Dizer não ao filho. Não, você não pode pedir silêncio ao professor. Não, você não pode parar em vaga de idosos. Não, você não deve jogar lixo ao chão.
É desta educação que falo, da educação que não inverte os valores e deixa pais sendo pais, professores sendo professores e filhos sendo filhos, alunos sendo alunos... Como diz o dito popular: cada macaco em seu galho! Aliás, quando macacos começam a pular em galhos alheios ocorre a malfadada inversão de valores, e, então, alunos pedem silêncio ao professor, filhos desprezam conselhos paternos e maternos e idosos são tratados como estorvos... Se percebermos essas coisas por onde passarmos tenhamos a certeza de que é preciso refletir e mudar...senão...
O autor, Wellintgon Balbo, é colaborador de Opinião