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Médica Brígida Reis explicou sobre a doença aos atiradores do TG que vão auxiliar nos mutirões de limpeza |
A Secretaria de Saúde realizou nesta segunda-feira (11) reunião de orientação com os atiradores do Tiro de Guerra de Jaú (47 quilômetros de Bauru). O objetivo foi passar informações sobre o ciclo da dengue, como se contrai e como agir para combatê-la. A palestra foi feita pela médica infectologista e gerente da Vigilância Epidemiológica, Brígida Reis.
A medida foi tomada após a cidade registrar a primeira morte de um paciente com dengue. O município tem 577 casos positivos. A vítima é um homem de 58 anos, com histórico de doença crônica. Ele foi sepultado sábado à tarde, no Cemitério da cidade.
“O objetivo dessa ação foi passar orientações técnicas aos atiradores. É um trabalho importante para que a gente possa utilizar a mão de obra desses alunos de instrução do TG na força-tarefa de limpeza na cidade nos próximos dias. Teremos nesta semana uma reunião de coordenação das estratégias com a Sucen de Marília para definir qual a vai ser a ação de cada setor da Prefeitura e da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), no sentido de fazer a eliminação dos criadouros do mosquito e evitar uma transmissão maior da dengue”, explica o secretário de Saúde de Jaú, Gilson Scatimburgo.
O prefeito Rafael Agostini (PT) destaca a força-tarefa e os planos para enfrentar a dengue. Sobre a palestra da doutora Brígida, ele disse que foi importante para informar os atiradores do Tiro de Guerra, que serão aliados nesse desafio de combate aos criadouros, ajudando os moradores a retirarem das casas objetos que possam acumular água e serem focos de proliferação do mosquito.
O prefeito ressaltou também que a cidade de Jaú não é uma ilha de isolamento e que está inserida dentro de um mapa climático e epidemiológico do Estado. “O que acontece em Jaú é reflexo do que acontece em toda o Estado – historicamente o número de casos de dengue em Jaú acompanha a média de casos no Estado – quando sobe no Estado sobe em todas as cidades, quando cai no Estado cai em Jaú também.”
Combate aos criadouros
O secretário Gilson Scatimburgo diz que o combate à doença exige várias etapas de trabalho. “Não basta apenas matar o mosquito que está voando. Se temos criadouros, outros mosquitos vão nascer. Por isso temos de fazer primeiro a eliminação dos criadouros para depois matar o mosquito adulto. Temos de eliminar os criadouros e depois aplicar o inseticida dos mosquitos que estão voando.”
Essa eliminação dos criadouros, na prática, será feita pelos atiradores na visita que farão juntamente com os agentes da Secretaria da Saúde. Eles vão ajudar os moradores a descartar objetos que possam acumular água, colocando em caminhões que vão percorrer os bairros. O secretário de Saúde avisa que serão retirados objetos (pneus, latas, garrafas, potes) que acumulam água e podem ser possíveis criadouros e pede que a população já comece desde já a limpar seu quintal, deixando esses objetos para serem recolhidos no momento da visita.
“A eliminação de criadouros está mais vinculada ao trabalho da população de fazer isso em cada residência. De 80% a 90% dos focos do mosquito são residenciais. Depois de eliminar os focos entra o trabalho de nebulização.” Esse trabalho dos atiradores de remoção dos criadouros será feito de forma rotineira, segundo o secretário de Saúde.
Gilson Scatimburgo avisa que o PAS do São Benedito, instalado provisoriamente no Hospital São Judas Tadeu, faz a triagem e recebe os pacientes com suspeita de dengue. O local atende até as 17h. A partir das 17h (até as 22h) e nos finais de semana (9h às 22h) esse tipo de atendimento é na Policlínica do Jardim Pedro Ometto. Ele garante que os números apresentados pela Secretaria da Saúde são os oficiais – até a última sexta-feira foram contabilizados 577 casos da doença na cidade.
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