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Identificado suspeito de usar passaporte roubado em voo

Reuters
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Edgar Su/Reuters

Malaios mantêm uma vigília à luz de velas para os passageiros do voo MH37, em praça de Kuala Lumpur

As autoridades da Malásia identificaram um dos dois passageiros que embarcaram com passaportes roubados no Boeing-777/200 da Malaysia Airlines que está desaparecido desde sexta-feira (pelo horário de Brasília).

 

O chefe da polícia disse que não poderia revelar a sua identidade, mas afirmou que não é asiático.

 

Os bilhetes usados pelos passageiros foram emitidos na Tailândia e foram comprados por um iraniano chamado Kazem Ali. Segundo o jornal “Financial Times”, a agência de viagens disse que Ali é seu cliente há três anos.

 

A Interpol (polícia internacional) confirmou que dois passaportes roubados que constam de seu banco de dados, um italiano e o outro austríaco, foram usados por passageiros do voo.

 

A área de buscas do avião foi ampliada para além do golfo da Tailândia após autoridades malasianas detectarem em radares militares uma mudança de rota no voo.

 

Após a descoberta dos passaportes falsos, as autoridades da Malásia afirmaram que não descartam nenhuma possibilidade, mas especialistas advertem que o uso de passaportes roubados é comum em voos e não necessariamente indica uma motivação terrorista.

 

O chefe da aviação civil da Malásia admitiu que pode levar muito tempo até o Boeing ser localizado e lembrou o acidente com o voo 447 da Air France, em 2009.

 

Comparação com queda do Air France

 

Ter desaparecido sobre o mar é das poucas semelhanças entre o voo 370 da Malaysia Airlines e o voo 447 da Air France, que caiu em 2009.

 

Por ora, há mais diferenças: pouco antes de cair, o Airbus A330 da Air France enviou mensagens automáticas à empresa que apontavam problemas elétricos e de pressurização da cabine.  

 

Não há informação, até o momento, de que a Malaysia Airlines tenha recebido mensagens automáticas apontando anomalias no Boeing 777.

 

O avião da companhia francesa enfrentou mau tempo, que, no final, resultou no congelamento de tubos externos que alimentam informações de altitude e velocidade, o que contribuiu para o desastre, com 228 mortos.

 

Tampouco há sinal de que o avião malasiano tenha passado por área de tempestade.

 

Os primeiros destroços do Airbus foram vistos dois dias depois do acidente. O Boeing da Malaysia sumiu faz quatro dias. Isso dificulta as buscas por destroços, que, levados pelas correntes marítimas, ficam mais espalhados.

 

São raros os casos de aeronaves de transporte regular de passageiros desaparecidos por tanto tempo. 

 

Mistério

 

Sem muitas informações,  existem mais perguntas do que respostas. Não se sabe, por exemplo, se alguma explosão ou falha estrutural ocorreu - o que poderia abrir a fuselagem e, a 10 km de altitude, despedaçar o avião. 

 

Por enquanto, a falta de notícias impede até falar com certeza que o avião caiu. 

 

 

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