O último contato de rádio entre o Boeing 777, desaparecido desde o último sábado, dia 8 (sexta, dia 7, no Brasil), e as torres de controle da Malásia indicava que não havia problemas no voo, segundo informou uma autoridade do país.
O enviado do governo malasiano à China disse aos familiares das vítimas que as últimas palavras vindas da cabine do voo MH370, que partiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim, foram "tudo bem, boa noite".
Das 239 pessoas a bordo, 154 eram chinesas.
O contato foi feito por volta da 1h30 de sábado (14h30 de sexta em Brasília), cerca de uma hora após a decolagem, quando o avião entrava no espaço aéreo vietnamita e passaria a se comunicar com controladores da cidade de Ho Chi Minh.
Na terça-feira (11), um jornal local afirmou que o general da Força Aérea Rodzali Daud disse que o avião havia sido detectado por radares sobre o estreito de Malacca às 2h40, informação negada pelo militar mais tarde.
Em entrevista coletiva, Daud disse ontem que radares militares detectaram sinais que podem ser do Boeing 777, sendo que o último deles foi captado às 2h15 a cerca de 200 milhas a noroeste da ilha de Penang.
"Não estamos dizendo que é o [voo] MH370. É um sinal não identificado", disse.
Além disso, um satélite chinês localizou destroços no Golfo da Tailândia que podem pertencer ao Boeing 777, segundo a CNN.
Um órgão estatal para Defesa Nacional anunciou ontem as imagens de três objetos flutuantes captadas na região da rota do voo, a nordeste de Kuala Lumpur e ao sul do Vietnã, um dia depois do desaparecimento. Os objetos têm 13 por 18 metros, 14 por 19 metros e 24 por 22 metros – o tamanho de um ônibus aproximadamente.
A área de buscas foi ampliada para 27 mil milhas náuticas quadradas e se divide entre o Golfo da Tailândia -a rota original-, o Estreito de Malacca e o Mar de Andarman, ao norte.