Os Estados Unidos suspenderam nesta terça-feira (18) as operações da embaixada síria em Washington e expulsou os membros do corpo diplomático do país árabe que não têm cidadania ou residência permanente americana.
A ação foi tomada em represália ao regime do ditador Bashar al-Assad, que é considerado pela Casa Branca o responsável pela violência contra a população síria nos confrontos com a oposição.
Além da embaixada, estão suspensas as atividades nos consulados honorários do país nas cidades de Troy, no Estado do Michigan, e Houston, no Texas.
“É inaceitável que esse regime ainda tenha corpo diplomático nos Estados Unidos”, disse o enviado especial dos EUA à Síria, Daniel Rubinstein, ao anunciar a decisão.
O anúncio é feito na semana em que o conflito entre o regime e os opositores completa três anos. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, quase 150 mil pessoas morreram no período por causa da violência de ambos os lados.
Outras 9 milhões tiveram que deixar suas casas, sendo que 2,5 milhões se refugiaram em outros países, em especial os vizinhos Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque.
Perdas
Nesta terça-feira (18) o premiê sírio, Wael al-Halaqi, estimou em S$ 31 bilhões (R$ 72,8 bilhões) as perdas provocadas pelos combates. A soma é quase o valor do PIB (Produto Interno Bruto) do país neste ano, de US$ 34 bilhões.
Segundo Halaqi, o Orçamento destinado à reconstrução do país neste ano é de US$ 333 milhões (R$ 782 milhões).