Como leitora assídua deste jornal, não pude deixar de apreciar o texto do professor Paulo Cesar Razuk publicado em 14/03/2014. Como praticante de uma religião e como ativista em um movimento social pela paz, também não posso deixar de tecer alguns comentários sobre o tema. Primeiro, claro, parabenizando o autor, por tocar em assunto tão complexo e polêmico, e tão necessário (principalmente nos tempos atuais).
Ainda nesta semana, em debate sobre o mesmo assunto nas redes sociais, pontuei que a religião é inerente ao ser humano, que vive em busca de algo maior e mesmo sem sabermos qual o caminho correto, tentamos de todas as formas, diariamente, encontrar a tão sonhada "Felicidade". Mas qual será o verdadeiro objetivo de uma religião? Por que será que há milhares de anos o homem instituiu essa busca pela Verdade, pelo sentido da vida e pela paz interior?
Na minha singela opinião, a religião nada mais é do que uma forma de direcionarmos nossa vida nessa busca infinita pela felicidade e pela Paz. Pelo menos é esse o motivo que me leva a orar diariamente e a praticar um ensino religioso, seguindo sua doutrina e sua filosofia.
Mas retornando ao texto do caro professor, a diversidade de culturas e ritos religiosos pode sim trazer vários benefícios ao mundo contemporâneo, mas não podemos nos esquecer que somente quando o ensino é verdadeiro o resultado será eficaz, isso vale para todos os aspectos de nossa vida e, claro, também para o aspecto espiritual. Uma religião que busca a paz e a felicidade externamente, que está focada mais no Eu do que em Nós, que defende o preconceito e que propaga a segregação e a miséria, obviamente não poderá proporcionar à humanidade aquilo que tanto buscamos.
Para ser feliz sozinho, talvez a religião realmente não seja necessária, mas para uma vida em sociedade, ainda mais em uma sociedade complexa como a nossa, eu acredito sinceramente que somente uma religião humanista que possui como principal objetivo a Paz Mundial possa cumprir seu papel.
Há talvez quem diga que a Paz Mundial não passa de uma utopia... Eu não penso assim! Acredito que se cada pessoa basear sua vida em princípios corretos, deixando de lado a individualidade, bem como se criarmos ações concretas visando melhorar o ambiente ao nosso redor, não há dúvidas que a paz será alcançada, em todas as nações e em todos os corações!
Luana Louzada da Costa Goffi, advogada OAB/SP 338.681