Política

Buracos em ruas do PAC preocupam

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Quem nunca se deparou com buracos no asfalto provocados por novas instalações ou consertos de vazamentos nas redes de água e esgoto de Bauru? Só em 2013, foram fechados mais de 8 mil deles, segundo o secretário municipal de Obras, Sidnei Rodrigues. Muitas vezes, os cortes são feitos em pavimentação recém-colocada, desperdiçando o já escasso dinheiro público. O governo pretende, no entanto, evitar que esses episódios se repitam nas 824 quadras que devem começar a ser asfaltadas, ainda este ano, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Divulgação

Prefeitura asfalta bairro; conduta será diferente nas quadras contempladas pelo PAC

A Secretaria de Obras e o Departamento de Água e Esgoto (DAE) cogitam promover a troca de toda a rede de água e esgoto das vias de terra contempladas pelo projeto antes que o asfalto novo seja implantado.

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) já foi consultado sobre a iniciativa e deu aval para que as equipes trabalhem em conjunto.

A principal dificuldade para viabilização da troca, no entanto, é o dinheiro. Há estimativas de que as obras custem R$ 15 milhões.

“Esse foi o valor da última cotação. O DAE possui recursos para arcar a metade. O resto será estudado, até porque o prefeito orientou que seja feito um trabalho mais amplo, envolvendo, inclusive, a Secretaria do Meio Ambiente e projetos de arborização nas ruas do PAC”, pontua Sidnei Rodrigues.

Se a troca de redes for viabilizada, o município ou a autarquia terão que terceirizar o serviço por conta da mão de obra insuficiente em seus quadros.

Motivos

O secretário de Obras explica que, quando uma via pública é asfaltada, terrenos e edificações, até então desocupados, passam a ser habitados. “As pessoas não querem morar em rua de terra e ficam esperando a melhoria para construírem ou se mudarem”.

Quando isso acontece, o DAE promove as ligações de água e esgoto e, invariavelmente, abre buracos no asfalto novo. Com a troca da rede, a tubulação seria transferida para debaixo das calçadas.

A mudança evitará danos à pavimentação e, segundo o secretário de Obras, reduzirá o alto índice de vazamentos, tão reclamado pela população.

“A tubulação é muito antiga. Por conta disso, existem tantos problemas com danos na rede. Com a troca, os canos, além de novos, sofrerão pressão muito menor porque, sob as calçadas, não terão o impacto provocado pelos automóveis e até por veículos pesados”, explica Rodrigues.

Regra

Outra situação que provoca os cortes no asfalto são os desdobros de lotes grandes em terrenos menores. O secretário de Obras pretende, por meio de mudanças na legislação vigente, exigir que os proprietários, nesses casos, construam caixas de acesso nas calçadas para que a ligação de novos ramais não afete a pavimentação das vias públicas.

Calçadas

Como já noticiou o Jornal da Cidade, o PAC Pavimentação exige que, nas ruas onde será implantado asfalto novo, sejam construídas calçadas com as características impostas por lei municipal. Neste caso, o custo da intervenção ficará a cargo dos moradores.

O secretário de Obras Sidnei Rodrigues alerta, no entanto, que a população dos bairros contemplados não deve antecipar o serviço.

“Nós vamos construir as guias, que definirão os níveis da calçada e da rua. Se os munícipes fizerem as calçadas antes, elas poderão ficar em desacordo”.

Não há prazo para início das obras

Ainda não há prazo definido para que as obras do PAC Pavimentação tenham início em Bauru. A prefeitura só poderá licitar o serviço depois  de a Secretaria do Tesouro Nacional liberar o empréstimo ao município de R$ 43 milhões, repassados pela União. O contrato será gerenciado pela Caixa Econômica Federal.

O Tesouro Nacional avaliará a capacidade de endividamento da administração pública local.

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