Polícia

Agentes suspendem a greve na região

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Os agentes penitenciários de Bauru, Getulina, Balbinos e Reginópolis decidiram acatar o pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo para que a greve fosse suspensa por 48 horas. 

 

Além disso, o governo paulista receberá a coordenação da paralisação nesta terça-feira (25) com o intuito de retomar a negociação sobre a carreira. 

 

Em Bauru, a assembleia dos funcionários ocorreu por volta das 18h em frente ao Centro de Detenção Provisória (CDP).

 

De acordo com um dos diretores do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop), João Offerni Primo, a categoria resolveu dar uma trégua na paralisação em busca de uma negociação com o governo estadual, que ocorrerá hoje. “Não é o fim da greve, ela só foi adiada”, afirma. Depois da reunião na sede do MPT, ontem pela manhã, os líderes da paralisação se comprometeram a realizar assembleias para apresentar a proposta à categoria e o governo se comprometeu a recebê-los hoje para a retomada das negociações. 

 

O encontro só ocorreu a pedido de três sindicatos da categoria (Sindcop, Sindasp e Sufuspesp).

 

Idas e vindas

 

Em nota, a assessoria de imprensa do MPT informou que o órgão resolveu atender as entidades de classe e o governo estadual, mas não possui, até o momento, atribuição para tomar “medidas judiciais cabíveis”. 

 

No restante do Estado, os grevistas têm promovido piquetes em alguns CDPs para impedir entrada e saída diária de presos. 

Com isso, a Tropa de Choque da Polícia Militar foi acionada na semana passada para garantir transferências e a ida de presos para audiências judiciais marcadas. 

 

Na quinta e sexta-feira da semana passada, chegaram a ocorrer tumultos.

 

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o uso do Choque ocorre para garantir o cumprimento de uma liminar da Justiça que proibia esse tipo de piquete e prevê uma multa diária de R$ 100 mil por unidade prisional paralisada. 

 

Consequências

 

Em Bauru, por exemplo, a Força Tática da PM foi acionada para dar passagem a 30 presos oriundos da Cadeia Pública de Avaí, na semana anterior. Houve registro de audiências que foram canceladas porque os réus presos não foram apresentados pelos funcionários do sistema prisional nos fóruns. 

Além disso, sem poder levar presos para os CDPs, as celas nos distritos policiais estão superlotadas.

 

Comentários

Comentários