Éder Azevedo |
|
|
Greve que durava dez dias terminou nesta quarta-feira |
Agentes penitenciários de Bauru e região decidiram encerrar, em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (26), a greve que já durava dez dias. Em rodada de negociação no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, governo e sindicatos da categoria chegaram a um acordo e as atividades nos presídios serão retomadas normalmente, com 100% do efetivo, a partir de hoje.
Segundo a ata da reunião, publicada no site do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop), o Estado aceitou reduzir de oito para sete o número de níveis para promoção salarial, além de reajustar os salários entre 7,7 e 11,9%.
A exceção se aplica à oitava classe, extinta e incorporada ao nível 7, que recebeu aumento de 2,6%.
Os vencimentos passam, agora, a variar entre 2.543,28 e R$ 3.753,02. Além disso, o interstício (tempo mínimo de trabalho para receber promoção) passa a ser de três anos para todas as classes, entre outros benefícios. Governo paulista concordou em não descontar os dias parados.
Histórico
A pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), os grevistas de todo o Estado haviam suspendido a greve anteontem para abrir negociações dentro do prazo de 48 horas. No primeiro dia, as tratativas não avançaram, mas, ontem, as partes conseguiram chegar a um consenso.
Por volta das 19, agentes de Bauru e região votaram pelo fim da greve em assembleia realizada em frente ao Centro de Detenção Provisória (CDP), conforme informou a assessoria de imprensa do Sindcop. Ainda na noite de ontem, outras 19 assembleias seriam realizadas em todo o Estado para apreciar a proposta.