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Covas afirma que reserva não afetará Bauru

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr

Bruno Covas participou do encontro com produtores rurais de Bauru

Alvo de árduas discussões no município, a criação de unidade de conservação para preservação da biodiversidade em Bauru, Agudos e Pederneiras não vai frear o desenvolvimento e a geração de empregos na região. A garantia foi dada pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, que participou nesta quinta0feira (27) de encontro com proprietários rurais no Sesi Horto Florestal. 

 

Em dezembro do ano passado, técnicos do Instituto Florestal apresentaram, em audiência pública realizada na cidade, a proposta de criação do Refúgio de Vida Silvestre Bauru-Aymorés.

 

A seleção apontou os fragmentos onde há necessidade de garantir a preservação da vegetação cerradeira em estágios médio e avançado. Inúmeros conflitos foram expostos na audiência pública, envolvendo o setor produtivo, pequenos agricultores assentados e proprietários de lotes urbanos. A proposta do empresariado local é de que apenas as áreas que já são públicas e não demandariam desapropriações fossem transformadas em unidade de conservação. Elas correspondem a 70%.

 

Bruno Covas evitou se comprometer a aderir a ideia, mas afirmou que agora a iniciativa será compatibilizada com a vocação econômica da região, para não comprometer a o crescimento econômico nem a geração de empregos.

 

Segundo o secretário, após os apontamentos à proposta original, novo desenho da futura unidade está sendo discutido. “Ainda não temos prazo. Estamos aperfeiçoando. Assim que ela estiver pronta, vamos promover nova audiência pública e reabrir o debate”, pontua.

 

Covas diz que o processo democrático é mais difícil e demorado, mas evitará a repetição de problemas constatados em unidades criadas no passado, em outras regiões do Estado. “Não dá mais para fazermos e resolvermos as pendências depois. Temos que acertar tudo agora”.

 

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), entusiasta da iniciativa, comentou o assunto. “Há um conflito e nós precisamos mediá-lo, buscando avanços”.

 

Original

 

A unidade de conservação abrangeria 12 fragmentos de cerrado: a área da Unesp; do Jardim Botânico; Instituto Lauro Souza Lima; Jardim Manchester, Vale do Igapó; assentamento Aymorés e outras propriedades particulares. Existe preservada apenas 1% da vegetação natural de cerrado no Estado de São Paulo. Nas áreas da região que estão em discussão, além da flora, foi constatada a presença de 35 espécies de anfíbios, 27 mamíferos e 183 aves.

 

 

O diálogo

 

 

No Sesi Horto Florestal, Bruno Covas  enfatizou a queda no tempo para liberações de licenças ambientais. 

 

O prazo médio de 329 dias registrados em 2011 despencou para 128 no ano passado.

 

A Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo orientou proprietários rurais sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), criado pelo novo Código Florestal. 

 

A vereadora Telma Gobbi (PMDB) compôs a mesa de debates.

 

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